NOVEMBRO 2004 ARQUIVO DEZEMBRO 2004 JANEIRO 2005

TSUNAMI AFINAL DE CONTAS, QUE PORRA É ESSA?
Milhares de pessoas morreram depois que uma onda gigante ou "tsunami" provocada por um tremor atingiram áreas costeiras no sul e no leste da Ásia.

Mas o que diabo aconteceu?

Bem, Sumatra, no noroeste da Indonésia, fica na junção das placas tectônicas. A superfície da Terra é formada por várias placas tectônicas diferentes, e elas estão todas se movendo. A placa que fica sob o Oceano Índico está se movendo mais ou menos para o nordeste, o que faz com que ela se colida com Sumatra. E, na medida em que a colisão ocorre, a placa do Oceano Índico é pressionada sob Sumatra e, com a pressão, ela se rompe. E é isso o que causa o tremor.

Este abalo sísmico foi um dos mais fortes já registrados. Houve uma ruptura ao longo da fissura de cerca de mil quilômetros de comprimento, e isso gerou um deslocamento vertical de cerca de dez metros. O deslocamento no leito marinho gerou esta enorme tsunami.

Como a onda se desenvolve?

Há um enorme deslocamento vertical no leito do mar como resultado do tremor, e isso movimenta um enorme volume de água. Pode-se imaginar que, se a ruptura é de mil quilômetros de comprimento com um deslocamento de dez metros no leito do mar, isso envolve centenas de quilômetros cúbicos de água e resulta em uma onda que atravessa o oceano.

Nas profundezas do oceano, a altura da onda pode ser de poucos metros, talvez 5 m ou 10 m, e ela se move a umas poucas centenas de quilômetros por hora. Isto significa que ela se move relativamente devagar se comparado com as ondas sísmicas do tremor, e ela chegou horas depois às áreas costeiras que estão em volta de todo o Oceano Índico.

Na medida em que a onda tsunami se aproxima do litoral, ela diminui de velocidade porque a água fica mais rasa e, com isso, a altura da onda aumenta bastante. Quando ela atinge a praia, pode ter de dez a vinte metros.

Por que não houve aviso de que isto estava acontecendo?

Há um sistema de alerta para tsunamis no Oceano Pacífico porque há um precedente histórico em que vários maremotos causaram tsunamis como este durante o século 20. Mas não há precedente real para um tsunami como esta no Oceano Índico. Então, esta é a primeira vez que isto acontece e não há sistema de alerta.

Pode haver mais ondas de escala semelhante?

É pouco provável que ocorram mais tsunamis do mesmo tamanho. O que normalmente acontece quando você tem um grande tremor é que eles continuam por vários dias. Eles costumam ser um pouco menores do que o principal abalo, embora não seja impossível que possa ocorrer mais um. Mas pode haver abalos sísmicos, e eles podem criar tsunamis menores.

COMO SE LIVRAR DA PRISÃO DO ORKUT
Quando a gente menos espera, está atrás da jaula do Orkut. É muito frustante ver isto. Mas o que fazer? Depois de algumas vezes injustamente enjaulado, descobri uma maneira mais rápida de voltar à liberdade, já que esse processo, só depende de uma máquina, que lê o seu email e não de uma pessoa. Assim, não adianta nada você se desculpar, perguntar a razão de ter sido enjaulado, choramingar, etc. Ninguém vai ler! O que fazer então? vamos lá...

Abra o seu programa de email e faça exatamente como no exemplo abaixo.

Mande o email para help+blocked@orkut.com e no Blind Carbon Copy (Bcc:) envie também esse email para help@orkut.com e para admin@orkut.com

Em Subject (ou Assunto) e no corpo da mensagem, escreva apenas o seu Username. Não precisa mais escrever nada, pois a máquina do Orkut procura na sua mensagem, exclusivamente o seu Username, para liberá-lo. Não há a participação humana nesse processo.

Portanto, quanto mais coisas você escrever no corpo da mensagem, só retardará mais a máquina a encontrar o seu Username na sua mensagem. E atenção: Mande só UM ÚNICO EMAIL. Cada novo email, você vai novamente para o fim da fila.

PORQUE VOCÊ NÃO RESPONDEU MEU EMAIL?
AS DESCULPAS MAIS MANJADAS
  1. "Um vírus acabou com o meu micro! Perdi todo o meu hd! Você me mandou um e-mail?!"
  2. "Nem te conto... Escrevi duas páginas de e-mail, quando ia escrever 'tchau', o micro travou... Perdi tudo, fiquei tão nervoso que dei um chute na CPU e acabei com o micro de vez!"
  3. "Estou duas semanas sem ligar o computador..."
  4. "Meu irmão deve ter lido e deletado... Desgraçado!"
  5. "Ué, você não recebeu?!"
  6. "Essa semana foi muito corrida... Não tive tempo nem pra respirar...Nem lembrava o que era e-mail..."
  7. "E-mail... O que é e-mail?"
  8. "Esqueci a minha senha do provedor... Só lembrei agora!"
  9. "Me deu um branco! Esqueci teu endereço! Que sorte que você me escreveu!!!"
  10. "Deletaram meu Outlook... Li teu e-mail no Laptop da minha vó..."
  11. "Quem é você?"
  12. "Perdi meu computador!"
  13. "É claro que respondi... devo ter errado o endereço..."
  14. "Porque VOCÊ não respondeu meu e-mail!!!!?"
  15. "Estou com tendi... n i t e... aaaaaaaaaaaaaaai!!!!!!!!!!"
  16. "Me casei e estou em lua de mel... Ai, hummmmm... quer mais detalhesssss?"
  17. "Estava doente de cama... Queria te escrever, mas não tive forças..."
  18. "Seu amigo está na UTI em estado 'pior do que gravíssimo', aqui é a enfermeira... As últimas palavras dele foram 'cheque o meu e-mail...' Você pode ficar com essa conta de e-mail, ele deixou pra você na herança!"
  19. "Sou do IML, o corpo do seu amigo está no Cemitério São Paulo... mas, por que ele não respondeu, eu não sei..."
  20. "Ele se foi... Seu novo endereço é dead_guy_net@ghost_mail.hell.br, quer que eu encaminhe pra esse endereço?"
  21. "Estouuuu ppaaarrraapléégico e soó coonsiggo esscreverr com a bbboca... uumm bbeeijoo... mmas aabracço naaum possso ddá naaum..."
  22. "Sofri um acidente e perdi toda a memória... vamos começar de novo... de onde teclas?"
  23. "Estou cego e não posso ler as mensagens... Você pode me ligar?!"
  24. "Estou na prisão! O minuto de Internet aqui custa 50 Reais... por isso serei breve... Tchau!!!"
  25. "Estou preso por estupro seguido de assassinato e canibalismo e inafiançável! Escrevo do LapTop do carcereiro, que está bem atrás de mim, e me cobrou um preço BEM ALTO pra checar meu e-mail... desculpe a letra tremida..."
  26. "Estou num hospício! Mas cuidado pra ninguém te ver por aqui e fala baixo... Xi, se esconde! O Monitor está chegando!"
  27. "Fui intimado pelo serviço militar do exército e estou na guerra da Chechênia... Quer vir pra cá me fazer companhia?!"
  28. "Estou em campo de batalha... e escrever e-mail aqui é um tanto quanto arriscaaaaaaa,.;,.ndiupfpeaigfgauh ele já era! Há, há, há..."
  29. "Estou seqüestrado... Já que você escreveu, o resgate é um milhão..."

AGORA A VERDADE
  1. "Não quero mais me corresponder com pessoas como você!"
  2. "Ah, não enche o saco!"
  3. "Porque eu não quis!"
  4. "Porque você está bloqueado no meu anti-spam, idiota!"
  5. "Eu tenho mais o que fazer..."
  6. "Por que não responde seus próprios e-mails e me deixa em paz, hein?!"
  7. "Achei ele extremamente imbecil... como você..."
  8. "Por que VOCÊ me mandou um e-mail?"
  9. "Vá se foder, seu babaca!"
  10. "Enfia esse email no teu cú!"

AS VERSÕES DO AMOR
Versão do Pessimista:
" Se amas alguém, deixe-o ir; se, como era de se esperar, não voltar, nunca foi teu."

Versão do Otimista:
"Se amas alguém, deixa-o ir e não te preocupa,pois, seguramente ele voltará."

Versão do Desconfiado:
"Se amas alguém, deixa-o ir, se acaso voltar, pergunta por que voltou."

Versão do Impaciente:
"Se amas alguém, deixa-o ir, se não voltar nas próximas horas, chame a polícia."

Versão do Paciente:
"Se amas alguém, deixe-o ir. Se não voltar, pode se acomodar e continuar esperando pela eternidade, que algum dia voltará."

Versão do Brincalhão:
"Se amas alguém, deixa-o ir. Se voltar e continua a amá-lo, deixe-o ir outra vez; e assim sucessivamente."

Versão do Vingativo:
"Se amas alguém, deixa-o ir. Se não voltar, vai buscá-lo e o mata a tiros."

Versão do Advogado:
"Se amas alguém, deixa-o ir e busca no Código Civil a parte que fala sobre o abandono do lar por parte do cônjuge."

Versão do Estatístico:
"Se amas alguém, deixa-o ir, se ele te ama a probabilidade que volte é de 86.5%; se não te ama, suas reações caem no campo da improbabilidade, com uma margem de erro de 3%."

Versão do Possessivo:
"Se você ama alguém não o deixe ir."

Versão do Psicanalista:
"Se amas alguém, deixa-o ir. Se voltar é porque seu ego é muito dominante; se não quiser ir, deve estar louco."

Versão do Sonâmbulo:
"Se amas alguém, deixa-o ir, se voltar é um pesadelo; se não voltar deve estar sonhando."

CONTO DE NATAL
Solange estava empolgada com seu novo namorado, porque depois de 3 meses de namoro finalmente iriam para um motel, exatamente na noite de véspera de Natal. Ela nunca esteve num motel antes, seria uma nova experiência, um presente natalino oferecido pelo namorado. Não que eles não tivessem transado ainda, mas já fazia mais de mês que iniciaram uma relação sexual, só que ir para um motel implicaria que ali existia uma cama, e Solange e seu namorado de nome Pedro ainda não transaram sobre uma cama. Depois dos primeiros meses de aproximação íntima que seguiu pelos primeiros beijos, as primeiras mãos bobas, a primeira vez que ela deixou Pedro chupar seus seios, a primeira vês que ela segurou o pênis do namorado e finalmente quando ela abriu as pernas para consumar o ato sexual, ambos só tinham essas intimidade dentro do espaçoso Opala Comodoro preto que o namorado comprara.

Escolheram uma suíte intermediária entre a Standard e a De Luxe, só porque Solange queria tomar banho de hidromassagem, coisa que nunca tinha experimentado, se dependesse de Pedro ele continuaria transando dentro do seu espaçoso veículo de vidro fumê, então pensou nos R$ 50,00 que teria que pagar ao sair do motel, um dinheiro suado que conseguiu na sexta-feira passada quando ficou até de madrugada no depósito do supermercado organizando o estoque de produtos alimentícios. Pensou então que naquela noite no motel, nas quatro horas que tinha direito, teria que ser bem aproveitada, teria que valer todo esforço noturno que lhe rendeu essas horas extras de pagamento, a idéia era transar com a Solange até que a última gota de seus fluídos saíssem do corpo, nem que pra isso Solange ficasse com os fundos e a periquita assada pela furnicação.

- Ai Pedro, estou com medo - disse ela quando o Opala entrou na garagem da suíte.
- Medo do que muie ?
- Não sei Pedro, essa suíte, é coisa diferente. Coisa de gente rica.
- Deixa de frescura guria, tu não quis vir, agora vamos subir lá e fazer o que tem que ser feito.

O barulhento motor do Opala se desligou, e saíram do carro até uma escada que se elevava a uma porta no andar superior

- Que xique né Pedro. A suíte fica em cima da garagem. - disse ela logo atrás de Pedro, segurando a sua mão com toda força.

Entrando pela porta, acima da garagem, Pedro acendeu as luzes da suíte, revelando uma pequena cama redonda. A frente da cama uma salinha elevada com uma mesinha para uma possível refeição, com um frigobar ao lado da mesa.

- Gente do céu, isso é muuuuinnnto xiiiiique ! - gritou Solange se atirando na cama, foi quando ela observou os espelhos que a rodeavam - Pedro, pra que esse monte de espelhos ?
- É pra gente si vê.
- Pra que ?
- Pra ver como estamos fazendo as coisas.
- Pode apagar todas essas luzes. - decretou

Nisso Pedro já estava tirando a roupa, já nem queria perder tempo, tinha a idéia fixa de afundar a Solange sobre o lençol da cama com o peso do seu corpo e fazer valer a grana gasta no Motel. Nisso Solange constrangida com a situação, e assustada com a afobação do namorado disse:

- Peraê homem, eu preciso ir no banheiro.
- Deixa de frescura guria, depois você vai.
- Que afobação é essa. São 4 horas que temos pra fazer as coisas. Deixa eu ir no banheiro
- Vai fazer o que no banheiro ?
- Coisas de mulher.

Pedro deitou na cama, só de cueca, olhando no relógio sem nenhuma paciência, enquanto Solange se trancou no banheiro. O problema era que Solange estava a algumas semanas sofrendo de prisão de ventre, ficava 5 a 7 dias sem defecar, e justo naquela hora bateu a vontade de soltar as fezes, isso a deixou constrangida em frente do namorado, não conseguiria se concentrar no ato sexual, com a vontade de fazer coco. Pra abafar o barulho dos gases que estava acostumada a soltar, ligou a barulhenta hidromassagem e a torneira da pia pra abafar os decibéis de sua flatulência. Quando ela senta no vaso, Pedro esmurrava a porta:

- Que barulheira é essa mulher ? Tá lavando uma trouxa de roupa. Abre a porta.

Solange agora com a cara avermelhada pela força que fazia, ao tentar expelir a massa fecal, conseguiu responder , quase gritando:

-Não enche Pedro ! Deixa eu em paz. Já to saindo !
- Não demora não, porque já perdemos 10 minutos.

Podia se ver as veias de sua testa dilatando, o suor abundante escorria das raízes do cabelo, e lágrimas lhe desciam dos olhos e as mãos seguravam a tampa do vaso quase fincando as suas grandes unhas de esmalte vermelho. Parecia um parto. Até que finalmente a enorme massa imunda se desprendia do seu ânus, proporcionando um alívio imediato, por um momento sua pressão baixou, ficou tonta, por pouco não caiu do vaso. Respirou fundo, mesmo sabendo do nauseante odor que cobria o banheiro, e ainda com as pernas bambas se levantou do sanitário e olhou sua enorme obra. Era uma única massa fecal, que de tão grande e gorda lhe havia estragado as pregas. Contemplou com horror a enorme bosta, deveria ter uns 15 centímetros, pensou então que procuraria um médico ou um nutricionista para lhe passar uma dieta a base de fibras.

Como se não bastasse o parto fecal que fora submetida, a descarga do sanitário não funcionava. Isso a deixou em desespero. Imaginou então Pedro abrindo a tampa do vaso a fim de urinar e olhando horrorizado para a merda em forma de uma cobra desforme, isso podia acabar com todo o clima daquela noite especial. Surpreendida por uma idéia inusitada ao olhar para uma janelinha de ventilação acima do vaso, resolveu então pegar a compacta merda com as próprias mão e atirá-la pela janela. O problema maior não seria descobrir onde a merda fosse cair, isso não importava, o que importava era Pedro descobrir que sua humilde namorada fora produtora de uma coco tão bizarro. Então enfiou as suas duas mãos pra dentro da latrina e segurando a sólida merda com o cuidado dela não se quebrar, arremessou pela estreita janela. Quase vomitando pelo odor fétido, correu até a pia onde limpou as mãos com todo o sabão, limpou debaixo das unhas, limpou entre os dedos, passou água no rosto pra tirar o excesso de suor, e saiu do banheiro fechando a porta, para que o odor que repousava no recinto não passasse para o resto da suíte.

Pedro estava impaciente, seu pau já estava duro por debaixo da cueca preta, e Solange não recebeu nenhuma preliminar, nenhum carinho que lhe deixasse excitada, Pedro lhe arrancou a roupa, e a jogou na cama já nua e a penetrou sem que sua vagina estivesse lubrificada. Parecia um estupro. Mas Solange já estava acostumada com a maneira rude dos homens que a cortejavam, a insensibilidade masculina já não a impressionava. Foram 10 minutos de dor no banheiro, mais 5 minutos de dor na cama, parecia que Pedro lhe queria perfurar o útero com o pênis, até que sentiu a porra de seu namorado algoz lhe preencher o canal vaginal. Então ele saiu de cima de Solange, e lembrou da cidra gelada que estava dentro do isopor no porta malas do Opala. Iriam tomar a Cidra de maça, pra comemorar o Natal, pois era quase meia-noite e depois voltariam a seqüência frenética de relações sexuais ininterruptas.

Pedro desceu até o carro, enquanto Solange permanecia nua na cama se recuperando da brutalidade sexual do namorado. Então ele subiu correndo as escadas, nervoso e alterado das idéias, gritando:

- Cadê a porra do telefone. Esses filhos da puta estão afim de me sacanear. Vou acabar com o gerente dessa espelunca. Filhos de uma puta.
- O que foi querido ?
- Veste a roupa, anda. Porque eu não fico mais aqui um minuto.

Pedro berrou no telefone, pedindo a presença do gerente do motel. Não demorou 1 minuto, veio o gerente entrando pela porta de serviço da suite, com um funcionário do lado e um outro com uniforme da brigada de incêndio.

- O que foi senhor ? O que ouve ? - perguntou o gerente aflito.
- Vem comigo até a garagem. - disse Pedro.

Foram todos pela escada as pressas, a Solange ainda ajeitando a roupa. Desceram até a garagem e quando acenderam a luz, olharam para algo estranho que repousava sobre o capô do Opala. E ficaram todos espantados quando descobriram que aquilo tudo era uma enorme merda esmagada sobre a superfície metálica. O cheiro era horrível. Solange olhou e reconheceu sua recente obra fisiológica.

- Mas isso é uma merda. - disse o gerente.
- Pois é, eu quero saber qual foi o funcionário desse motel que jogou bosta no meu carro.
- Impossível ter sido algum funcionário nosso.
- Como impossível, alguém subiu em cima do meu carro e cagou em cima.
- O único lugar que poderia ter vindo essa merda, foi daquela janelinha lá em cima. Que é a janelinha do banheiro da suíte.

Nesse momento Pedro olhou para Solange que fazia cara de sonsa. Mas felizmente, ele não acreditou na versão do gerente do motel, foi embora da suíte sem pagar os R$ 50,00, em todo caminho veio vociferando palavrões inaudíveis sobre o estabelecimento. Falava: "Onde já se viu cagar no carro dos outros em pleno Natal. Só porque somos pobres ? Filhos dumas putas". Solange terminou o namoro, dias depois, quando Pedro tomou a iniciativa de levá-la em um outro motel no reveillon. Ela não queria mais saber das tosquices sexuais de Pedro. E no ano novo começou uma dieta de fibras, com um nutricionista amigo de sua prima.

Gory

AS FIGURAS ESQUISITAS QUE VOCÊ ENCONTRA RODANDO PELA NIGHT
Maria gasolina: figura conhecidíssima das baladas, é aquela garota que só lhe dará atenção depois de analisar a marca, cor, potência e (é claro!) preço do seu carro. Portadores de automóveis populares, por mais bem aparentados que sejam, estão automaticamente desclassificados. Paciência...

Yuppie estressado: ele é jovem, bem tratado e tem um "puta" cargo numa mega-corporação internacional. Por conta disso, este jovem executivo está constantemente à beira de um ataque de nervos, o que o torna deveras perigoso nas baladas, pois ele quer dar tudo de si e muitas vezes acaba exagerando na bebida e atitudes.

Neo-Hippie facilmente reconhecidos pelas sandalinhas de couro fedidas e óculos de aro grosso, os hippies da nova geração costumam pregar a paz e o amor de maneiras nada convencionais. Alguns exigem que você seja pacifista lhe ameaçando, enquanto outros ensinarão o "amor livre" na marra. Apesar disso o mal gosto musical continua (Janis Joplin?! Tô fora!).

Bêbado de festa: balada de verdade tem que ter um bêbado jogado pelos cantos, vomitando nas paredes e cantando as garotas mais feias do local (enquanto imagina estar arrasando!). Geralmente estes indivíduos aparecem pelas quatro da madrugada, quando você acha que tudo o mais perdeu o encanto.

Punk cabaço: esse é aquele tipinho que vaga pelas ruas com piercing na sobrancelha, cara de mau e a alma infeliz de alguém que ainda não comeu ninguém. Por isso o punk cabaço é sem sombra de dúvida um dos mais perigosos integrantes dessa lista. Como não sabe o que é sexo, ele acaba apelando pra violência e pode causar muitos problemas quando estiver perto de mulheres bonitas.

Triste da mesa: geralmente trata-se de alguém que foi arrastado pelos amigos para uma balada mico. Seu modus operandi é sempre o mesmo: ele senta na mesa e fica lá, observando a todos com cara de bunda e uma latinha de refrigerante na mão. Não perca muito tempo o observando, pois sua tristeza pode ser contagiosa.

Gótica shalom: ela é meio gótica, meio wicca, meio metaleira e meio bruxa, mas na verdade essa estranha figurinha não passa de uma macumbeira de quinta categoria. As respostas para seus problemas estão sempre relacionadas a feitiços e maus olhados. Se estiver animado dá pra rir bastante das besteiras que essas garotas falam.

Careca classe A: ele nasceu no Hospital Albert Einstein, mora em Higienópolis e viajou pra Disney quatro vezes na sua infância. Porém, ao completar dezoito aninhos resolveu raspar a cabeça, puxar ferro e andar por aí como um careca do ABC. Pronto pra se meter em qualquer quebra, o careca classe A não liga de ir pra cadeia, pois seu papai é amigo de todos os capitães da polícia local.

Tarado de plantão: depois de ficar sete horas baixando fotos de sacanagem na net, três horas assistindo DVDs de putaria e uma hora alucinado num telefonema de tele-sexo, esse desesperado sexual resolve sair para a balada. Preciso dizer mais alguma coisa?

Alternativos in: camiseta do Cramps, cabelo tingido de preto, piercing estrategicamente colocado no lábio e tênis de marca alemã. Esse é o uniforme padrão do alternativo in, que nada mais é do que aquele cara que conhece tudo que você nunca ouviu falar e ainda se orgulha disso. Vai entender...

Alternativos out: camiseta do Strokes, cabelo tingido de vermelho, piercing estrategicamente colocado no nariz e tênis All Star. Esse é o uniforme padrão do alternativo out, que nada mais é do que aquele cara que conhece tudo que você já ouviu falar, mas acha que na verdade você ainda não conhece, e por isso se orgulha disso.

Patricinha purpurinada: glitter no rosto, silicone nos seios e cara de participante de reality show (pós-reality show). Essa é a pior de todas as pattys, aquela que não tem noção de nada e insiste em ser levada a sério em rodinhas de discussões. De acordo com depoimentos diversos, nem boa de cama elas são...

Namorado almofadinha: geralmente é o cara que está acompanhando a patricinha purpurinada e que é igualmente vazio. Esse tipo de figura ri de tudo aquilo que os demais riem, mesmo sem entender a graça da situação. Analisando de outra forma, ele não passa de um "papagaio de pirata" da sua namorada perua.

Metaleiro de fraldas: fã de bandas estúpidas como Blind Guardian e Dream Theather, esse infeliz insiste e perambular pela madrugada com piercing na sobrancelha, camisetão do Iron Maiden e calça preta coladinha nas pernas finas. O que ele não conta pra ninguém é que seus pais decidem a hora em que ele volta para casa.

Tiozinho a paisana: sabe aquele cara com pinta de ter mais de 40 metido a boyzinho? Pois esse é o típico tiozinho a paisana, que costuma cair na gandaia se achando o antenado (deixando de lado a barriga saliente e as entradas na testa). Enquanto a mulher e os filhos ficam em casa essa pobre alma gasta sua grana com menininhas por aí. Lamentável...

Pitboy bombado: provavelmente o mais infeliz tipinho dessa lista, é aquele cara enorme que não pega ninguém e por isso fica com raiva, afinal, como alguém com o corpo menos definido que o dele cata a mulherada e ele não? É dessa frustração que surgem as brigas nos bares, mas não há nada de novo nisso.

Loba no cio: versão feminina do tiozinho a paisana, essas "senhouras" costumam se misturar com a meninada na esperança de papar alguns anjinhos e lavá-los para suas casas. Infelizmente uma minoria significante dessa estirpe é visualmente apresentável, o que faz com que a molecada corra a ver uma delas se aproximando.

Nerd perdido: ele não sabe dançar, não sabe beber, não sabe xavecar e dificilmente se locomove bem dentro de uma casa noturna. Mas nem tudo isso consegue afastá-lo da badalação, fazendo com que esse pobre nerd passe por situações comprometedoras, como passar cantadas que envolvem piadas de programadores de computador em garotas acompanhadas...hehehe...

Chave de cadeia: essa é aquela menina novinha que enganou o segurança com uma identidade falsa e já está na sétima dose, oferecendo seu corpinho zerado para o primeiro mané que aparecer. O grande problema é que em 99% dos casos essa beldade menor de idade é filha de algum delegado, político ou empresário influente, o que significa problema em dobro para o tarado que se aventurar com ela.

Playba looser: a pior espécie de tipinho estranho das baladas são os playba loosers, que nada mais são do que a junção do que há de pior no Yuppie estressado, no careca classe A, no tarado de plantão, no alternativo out, no namorado almofadinha e no pitboy bombado. Em bando e com a carteira cheia de dinheiro dado pelo papai, esses infelizes invadem qualquer tipo de balada e afastam todos os frequentadores locais em poucas horas. Com sorriso amarelo e cara de bundão, eles costumam contar vantagens sobre si mesmos utilizando apenas as posses de suas famílias como referência.

TV PIRATA
t0imagensKJG/vpirata.gifFoi numa terça-feira de março de 1988 a estréia de um dos melhores humorísticos produzidos pela TV brasileira em todos os tempos: "TV Pirata". Às vésperas do anunciado lançamento em DVD e das reprises programadas a partir de janeiro no canal por assinatura Multishow, como parte das celebrações de 40 anos da Rede Globo a serem completados em 2005, aproveito a ocasião para relembrar algumas reminiscências do humorístico notabilizado por personagens como Zeca Bordoada, Índio Cleverson ("engraçado praaa caramba"), Super Safo, Cabocla Jupira, Adelaide Catarina (repórter de voz monocórdica que mexia os braços feito um boneco Playmobil), Agronopoulos, Maria Inspiração, Olga (militante do PCCPC: Partido Comunista, Comunista Pra Caramba), Darciley (centroavante do Bom Sucesso que, mesmo com uma perna-de-pau, conseguiu fazer 29 gols em cima do Milan), Barbooooooosa, etc etc.

Originalmente a "TV Pirata" surgiu para cobrir, na grade de programação da Globo, a lacuna deixada pelo "Viva o Gordo", humorístico estrelado por Jô Soares, que saíra da emissora carioca para apresentar um talk show no SBT. Para comandar sua equipe de criação, a Globo escalou o pernambucano Guel Arraes. Diretor (ao lado de Jorge Fernando) de novelas bem-sucedidas como "Guerra dos Sexos" (1983) e "Vereda Tropical" (1984), destacou-se como inovador da linguagem televisiva ao comandar "Armação Ilimitada" (1985 a 1988), seriado voltado ao público jovem que trouxe à TV brasileira a linguagem dos quadrinhos e videoclipes.

Ao lado de Guel, o outro grande (ir)responsável pelo "TV Pirata" foi seu redator-final, Cláudio Paiva. Cartunista do mítico jornal alternativo "Pasquim" nos anos 70, Cláudio foi um dos fundadores do tablóide de humor "Planeta Diário" (ao lado de Hubert e Reinaldo), que anos depois se fundiria à revista "Casseta Popular" para a criação da "joint venture" Casseta & Planeta. A primeira experiência de Paiva na TV foi em 1987, quando criou junto com seus colegas de "Planeta Diário" e "Casseta Popular" um programa exibido como um dos especiais de final de ano da TV Bandeirantes: o "Vandergleison Show", protagonizado por Luiz Fernando Guimarães e Pedro Cardoso. No ano seguinte a trupe apresentou um projeto para a Rede Globo, e logo foram cooptados para o novo humorístico em gestação.

0imagensKJG/elencotvpirata.jpgGuel e Cláudio chamaram diversos núcleos de criação para a "TV Pirata", cooptando para a Globo os roteiristas de Casseta & Planeta, remanescentes do grupo teatral Asdrúbal Trouxe o Trombone, quadrinistas paulistas (Glauco e Laerte Coutinho), dramaturgos do teatro besteirol carioca (Mauro Rasi e Vicente Pereira) e o escritor Luis Fernando Veríssimo. Para o elenco, foram chamados cinco atrizes (Cláudia Raia, Regina Casé, Cristina Pereira, Débora Bloch e Louise Cardoso) e cinco atores (Marco Nanini, Guilherme Karan, Diogo Vilela, Luiz Fernando Guimarães e Ney Latorraca).

A abertura original da "TV Pirata" sintetizava a proposta do humorístico: um bando de corsários invadia os estúdios da TV Globo, anarquizando as produções e invadindo a ilha de edição a fim de inserir uma fita VHS com a programação de uma anti-televisão que esculhambava novelas, filmes e comerciais exibidos na época. Assumidamente influenciada por programas como o americano "Saturday Night Live", o inglês "Monty Python Flying Circus" e o tupinambá "O Mundo no Ar" (na verdade um quadro que satirizava os telejornais, produzido em 1986 pela Olhar Eletrônico, dirigido por Marcelo Tas e Fernando Meirelles, e exibido dentro do programa "Aventura" da finada Rede Manchete), a "TV Pirata" apresentava dezenas de esquetes por noite, que transitavam de piadas nonsense a quadros fixos que se renovavam a cada temporada.

0imagensKJG/zecabordoadaetonhao.jpgAlguns dos quadros mais recordados pelos fãs: Combate (sátira a seriados de guerra, destaque do primeiro programa), Black Notícias, Morro do Macaco Molhado (este era o seu tema musical: "Malandro é malandro mesmo/ Não dá bola pra mané/ Mané não lambuza o torresmo/ E não sabe como é"), A Coisa, Sabrina - Os Diamantes Não São Para Comer, As Presidiárias (quadro estrelado por Tonhão, "meliante" masculinizada cuja intérprete, Cláudia Raia, fez questão de assumir o papel a fim de tentar se desvencilhar da imagem de mero símbolo sexual) Piada em Debate, Casal Telejornal (sátira ao casal Eliakim Araújo & Leila Cordeiro, que apresentava na época o "Jornal da Globo"), Esporte Esportivo (é antológica a esquete em que um português narra uma partida de futebol: "lá vai, lá vai, lá vai... lá vem, lá vem, lá vem... e é gol!"), O Segredo de Darcy, TV Macho (sátira do programa feminino TV Mulher apresentada por Guilherme Karan, que na pele do personagem Zeca Bordoada fez um trabalho tão bem-sucedido a ponto de ser contratado para estrelar um comercial das panelas Tramontina).

0imagensKJG/fogonorabo.gifPorém, o grande destaque do primeiro ano de "TV Pirata" foi Fogo no Rabo, quadro cuja abertura parodiava "Roda de Fogo", novela escrita por Lauro César Muniz. Luiz Fernando Guimarães interpretava Reginaldo, empresário inescrupuloso que dizia que só existiam três coisas importantes na vida: dinheiro, cheque e cartão de crédito. Reginaldo formava um triângulo amoroso com a sedutora Penélope (Cláudia Raia) e a suburbana Natália (Débora Bloch). Um dos coadjuvantes dessa novela era Barbosa (ou "Barbooooooooosa"), pai de Natália e constante vítima das armações feitas por Agronopoulos (Guilherme Karan), capanga de Reginaldo. Interpretado por Ney Latorraca, o personagem fez tanto sucesso que chegou a ganhar quadro próprio na TV Pirata (Barbosa Nove e Meia, sátira ao talk show apresentado por Jô Soares no SBT).

Apesar de certas controvérsias entre o "novo" e o "velho" humor na televisão, a "TV Pirata" conseguiu fazer sucesso de crítica e também de público, chegando a receber o Troféu Imprensa de melhor programa humorístico de 1988. No ano seguinte a abertura do programa mudou, passando a ser estrelada pelos atores do elenco, que surgiam em montagens feitas com chroma key, contracenando com personagens clássicos das novelas globais. Dentre outras trucagens, a abertura exibia Guilherme Karan aos prantos, de arma em riste após atirar em Odete Roitman (Beatriz Segall), enquanto Cláudia Raia aparecia tomando um banho de espuma dentro da cova do cemitério da Sucupira de Odorico Paraguassu (Paulo Gracindo). O elenco também mudou: Marco Nanini desligou-se do programa, dando lugar a Pedro Paulo Rangel. Seria a primeira de diversas mudanças; nos anos seguintes o casting de "TV Pirata" contaria ainda com as presenças de Denise Fraga, Maria Zilda Bethlem, Antônio Calloni, Marisa Orth e Otávio Augusto.

Ainda em 1989 a novelinha Fogo no Rabo foi substituída por Rala Rala, estrelada por Índio Cleverson, Daniele Aparecida, Cabocla Jupira, Delegado Ivanhoé e Prefeita Nonata Raimunda. Mas a principal inovação da nova temporada foi a produção de especiais temáticos mensais, como Janela Indiscreta (baseado no filme de Alfred Hitchcock) e Milionário Esperança (o programa em que a moeda brasileira passou de cruzeiros para cruzados, depois merrecas e narjaras turettas). Merece ainda citação o antológico especial musical, do qual destaco o quadro estrelado por Elesbão, corcunda mentalmente prejudicado interpretado por Diogo Vilela. Elesbão tinha um sério problema: não tinha amigos. No número musical, Maria Zilda protagonizou "Xoxa", que ao lado das "Elesbitas" cantou a seguinte sátira à música das Paquitas:

0imagensKJG/caseevilela.jpg"É tão bão
Bão, bão, bão
Elesbão
Bão, bão, bão
Vem brincar comigo que eu sou seu amigo..."


Ao ouvir a canção, Elesbão invadiu o cenário atropelando tudo, enquanto berrava alucinado:

- Amigo??! ELESBÃO NÃO TEM AMIGO!!! Elesbão não tem amigo...

Em 1990 a "TV Pirata", que ingressou em seu terceiro ano de produção, ressentiu-se de desgastes criativos, refletidos na queda de audiência do programa. A abertura mudou novamente: uma maquete do planeta Terra girava enquanto a câmera dava zooms que exibiam situações pretensamente cômicas em diferentes locais do mundo. Muitos ainda se lembram do tema musical dessa abertura, que soa como uma sobra dos discos gravados pelo Casseta & Planeta: "Ô lôco/ Nêgo tá latindo pra economizar cachorro/ Vendendo a própria mãe sem discutir o preço/ O mundo vai acabar/ E isso é só o começo/ É fim de festa/ Se você não quer dar, empresta/ Solta a franga/ Senta que o leão é manso/ Já que o pato não vem/ O lance é afogar o ganso/ Tá pagando mico?/ Manda tudo pro espaço/ Melhor armar o circo/ Pra descabeçar o palhaço".

0imagensKJG/barbosaemclose.jpgO "TV Pirata" deixou de ser produzido em 1991, cedendo lugar a outros programas criados por membros da equipe que concebera o humorístico, como "Dóris para Maiores" (escrito e estrelado pelos membros do grupo Casseta & Planeta) e "Programa Legal" (dirigido por Guel Arraes e apresentado pela dupla Regina Casé e Luiz Fernando Guimarães). Voltaria ao ar, porém, no ano seguinte, em nova periodicidade - em vez de semanal, passou a ser exibido mensalmente. Foi uma temporada melancólica, que tentou resgatar o brilho criativo da primeira temporada sem muito sucesso, a não ser por um especial: Quem Matou Barbosa?, sátira aos mistérios dos assassinatos de personagens da teledramaturgia como Salomão Ayala, Odete Roitman e Laura Palmer, e estrelada por aquele que talvez tenha sido o personagem de maior sucesso de toda a história do programa. Diga-se de passagem, não foi a última vez que Ney Latorraca resgatou Barbosa: em 2004 o ator reviveu sua antológica criação na novela das sete "Da Cor do Pecado".

Em 1992 a "TV Pirata" saiu, definitivamente, do ar. Na época eu (e muitos da minha geração) ficamos com a sólida impressão de que jamais existiu um outro humorístico tão bom. Recentemente, ao rever alguns quadros no Globo Media Center, confesso que fiquei decepcionado, apesar da atenuante de saber que a maior parte dos quadros disponibilizados pelo portal foi produzida no último e mais fraco ano do programa. Mas agora, com o futuro lançamento do DVD (que terá oito horas de esquetes selecionadas por Guel Arraes e Cláudio Paiva) e as reprises no Multishow, poderei rever a fase áurea da "TV Pirata" e esclarecer enfim a dúvida: o programa foi ou não supervalorizado pela tendência que temos de idealizar as reminiscências do passado?

Alexandre Inagaki

VERDADES E MENTIRAS SOBRE A MACONHA
Verdades
  1. Reprimir não reduz o consumo: Legalizado em 1976 na Holanda, o consumo cresceu de 3% para 12% em 1991. Nos Estados Unidos, a repressão aumentou e o consumo subiu muito mais. Chegou a 50% dos alunos do segundo grau;
  2. Maconha pode causar câncer de pulmão: Alguns estudos sustentam que a maconha mais do que a nicotina pode iniciar alterações cancerígenas em células do pulmão;
  3. Não prejudica o feto: Não há nenhuma comprovação de que o consumo materno de maconha faça mal ao feto, segundo a OMS;
  4. Não atrapalha a performance de desportistas: Atletas como jogadores de futebol que fumam até três cigarros de maconha por dia não apresentam nenhuma diferença de capacidade respiratória em relação aos que não fumam.
Mentiras
  1. Maconha vicia mais do que cigarro e álcool: 90% das pessoas que usam maconha na juventude param de fumar por volta dos 30 anos. Quem experimenta cigarro e álcool continua a consumi-los por muito tempo ou toda a vida;
  2. Destrói a atenção, a memória e a capacidade de aprender: as pesquisas negam o cliché do maconheiro sonhador e distraído. Fumar ou não produz diferenças mínimas;
  3. É mais fácil parar de beber do que parar de fumar maconha: a abstinência de cannabis pode gerar na pior das hipóteses insónia, ansiedade e sintomas semelhantes aos de um resfriado;
  4. Não existe maconha de laboratório mais forte e viciante:Pacientes que procuram centros de desintoxicação permitem observar que isso está de fato acontecendo.
Saiba mais

A maconha é uma das várias preparações possíveis da planta fêmea da Cannabis Sativa, erva originária da Ásia, da qual são extraídas outras drogas como haxixe, bhang, kif, etc. A planta cresce em estado selvagem no mundo inteiro e, de acordo com o lugar, é conhecida por um nome diferente. Os jamaicanos a chamam de "ganja", enquanto os americanos e mexicanos a conhecem como "marijuana". Seu princípio activo, concentrado na resina das folhas e flores superiores, é o delta-9-tetrahydrocannabinol, conhecido simplesmente como THC. Fumada comumente como cigarro (*) que contém de 4 a 40 miligramas de THC, a maconha produz efeitos psicológicos e químicos que lhe são peculiares. Pessoas diferentes estão sujeitas a reacções diversas, e a droga pode ser levemente alucinógena, relaxante, tranquilizante, estimulante do apetite ou intoxicante. Os efeitos variam na proporção da quantidade fumada, da potência da maconha e das características da personalidade do usuário. A erva tem muito pouco em comum com o LSD e os verdadeiros psicadélicos, mas tem muita afinidade com o álcool e outros sedativos, e ainda certa similaridade com as anfetaminas e outros estimulantes. Na opinião de vários cientistas, a maconha, decididamente não é um narcótico - o dr. Frederick Meyers a classifica como sedativo-estimulante, enquanto o Dr. Leo Hollister a enquadra como sedativo-ativo-hipnótico-psicodélico.

Um baseado, como também é conhecido o cigarro de maconha na gíria dos usuários, produz efeitos que começam alguns minutos depois do consumo da droga, e perduram por um período que vai de 1 a 2 horas. As únicas alterações físicas causadas pela maconha são: aceleração temporária do batimento cardíaco, com o consequente aumento da pressão sanguínea, ligeira redução de temperatura, avermelhamento dos olhos e secura da boca e das vias respiratórias. Os efeitos psicológicos podem ser de calma e introspectiva euforia ou de aumento de sociabilidade do usuário, que em alguns casos se engaja em intermináveis discussões sobre assuntos triviais. A maconha, de modo geral, intensifica a concentração em detalhes ou em determinadas actividades, embora também possa causar dispersão. A percepção do próprio eu e do mundo exterior é aumentada e, ao mesmo tempo, distorcida. Profundos pensamentos brotam à mente e o usuário tem a impressão de ter feito importantes descobertas filosóficas, que geralmente se mostram irrelevantes depois de dissipados os efeitos da droga.

Os pensamentos acontecem em vários níveis simultaneamente, o que quase sempre leva à conclusão e à incapacidade de coordenar as ideias. Tudo parece motivo para risos, que muitas vezes se transformam em crises intermináveis de gargalhadas. Conversações entre drogados com maconha costumam chegar a um ponto em que todos esquecem o assunto discutido. Esquecimentos são frequentes, assim como um relaxamento da noção de tempo e de espaço. Às vezes o usuário da droga pode experimentar obsessões peculiares que chegam até a um comportamento compulsivo. Muitos sentem uma obsessão por comida, principalmente doces e frutas, embora qualquer alimento se torne agradável ao paladar. O sentido da audição é apurado, o que faz com que a música se transforme em outra obsessão dos usuários da droga. Para alguns, a maconha também produz relaxamento e desinibição que induzem à prática de sexo, apesar de a droga não ser considerada afrodisíaca. Outros, todavia, experimentam efeitos contrários, como aumento da ansiedade, da depressão e da paranóia, que podem evoluir para reacções psicóticas e de pânico. Quaisquer que sejam os efeitos, entretanto, eles desaparecem em no máximo três horas após o consumo da maconha, cujas consequências fisiológicas e psicológicas são consideradas de menor importância em comparação com outras drogas psicoactivas. A maconha produz, sem dúvida, alterações na percepção e nos reflexos, o que torna seu uso contra-indicado para pessoas em actividades que exijam grande atenção, como dirigir automóvel, por exemplo.

Não existem casos comprovados de morte por intoxicação de maconha, nem provas definitivas de que ela cause dano cerebral, esterilidade, impotência ou insanidade. Do ponto de vista farmacológico, a aspirina é encarada como uma substância capaz de provocar mais problemas que a maconha. Sob o aspecto médico e social, o álcool e o tabaco são considerados mais perigosos.

Apesar disso, alguns autores consubstanciam a tese de que a maconha deve permanecer proibida sob alegação de que seu uso representa o primeiro passo para o consumo de drogas mais nocivas. Os críticos da erva citam estudos feitos no Oriente Próximo com fumantes de haxixe para provar que o uso da maconha está associado com a psicose. Outra pesquisas feitas com macacos sugerem que o uso da maconha pode resultar numa redução de 40 a 50% de nascimentos de filhos saudáveis, resultados esses extrapolados, pelos adversários da droga, para a espécie humana. Também na área de reprodução afirma-se que o emprego da droga pode levar a uma redução dos hormônios, principalmente dos espermatozóides. Alega-se ainda que a maconha causa dano cerebral permanente, envelhecimento precoce do cérebro e um tipo de letargia mental classificada como uma síndrome de falta de motivação. Os detractores da droga asseguram que a maconha reduz a resistência do organismo às doenças infecciosas e ao câncer, além de provocar reacções pré-cancerosas nas células pulmonares. De todas essas acusações, a única realmente comprovada é a de que a fumaça da maconha pode causar problemas ao fumante, já que contém grande teor de monóxido de carbono e alcatrão, comparável ao dos mais baratos cigarros sem filtro. Usuários sofrendo de bronquite ou problemas respiratórios estão sujeitos a um agravamento de seus males, devido à inalação da fumaça de maconha.

Defensores da maconha, por seu lado, contestam as demais acusações, procurando demonstrar que a maior parte delas é resultado de interpretação distorcida de dados obtidos através de experiências que pouco tem a ver com a realidade. Quanto ao argumento de que fumar maconha leva ao consumo de drogas mais perigosas, estatísticas norte-americanas mostram que, de fato, o número de usuários de maconha vem diminuindo nos últimos anos, apesar de vários Estados terem descriminalizado a droga. Neste mesmo período, aumentou assustadoramente a quantidade de viciados em cocaína, os quais pareciam não consumir maconha.

Com relação aos estudos feitos com fumadores de haxixe do Oriente Próximo, argumenta-se que este preparado tem potência oito vezes maior que a da maconha, embora ambos sejam extraídos da Cannabis sativa. Desta forma, conclusões a respeito do uso de haxixe não poderiam ser aplicados a casos de usuários de maconha. E com relação as experiências realizadas com macacos, sabe-se que os animais foram alimentados diariamente com THC sintético puro, uma poderosa substância que só é empregada em laboratórios de pesquisa, não estando, por isso, ao alcance do usuário comum. A quantidade de maconha aplicada aos macacos equivalia a noventa cigarros diários, consumidos ininterruptamente durante seis meses. Em outros testes, o THC puro foi ingetado directamente no estômago dos ratos, uma forma de consumo de droga sem qualquer paralelo com o uso da maconha comum.

Os estudos que levaram à conclusão de que o emprego frequente da maconha aumenta a probabilidade de problemas genéticos e de nascimentos defeituosos foram feitos com pessoas que utilizavam não só a maconha, mas também outras drogas, o que compromete a credibilidade da pesquisa. E cinco outros estudos realizados sobre essa mesma questão não obtiveram informações que corroborassem com a referida acusação. Ainda relacionada à área sexual, afirma-se também que a maconha pode levar à esterilidade ou à impotência entre os homens. Uma pesquisa realizada pelo Instituto Nacional de Saúde Mental dos Estados Unidos, em 1972, tendo como objectivo um grupo de jamaicanos que haviam fumado uma média de sete cigarros por dia por mais de dezassete anos, mostrou que depois de duas semanas de abstinência da droga, os níveis hormonais dessas pessoas estavam no limite mais alto da faixa considerada normal. Quando os usuários voltaram ao consumo pesado de maconha, estes níveis não diminuíram. Isto sugere que o emprego intenso da droga pode realmente alterar os níveis hormonais do organismo, embora essas alterações sejam passageiras e reversíveis. A afirmação de que a droga causa dano cerebral surgiu depois de um estudo com apenas dez indivíduos, sendo que todos eles eram usuários de outras drogas e alguns apresentavam evidências de dano cerebral antes de se submeterem à experiência. O estudo realizado com os jamaicanos serviu também para contradizer a acusação de que maconha reduz a resistência do corpo ao câncer e às infecções, demonstrando que a incidência de doenças e a taxa de mortalidade dos usuários não era diferente da dos não-usuários de maconha.

A controvérsia sobre os malefícios da maconha ainda não chegou a conclusões definitivas, embora a droga seja conhecida e usada há milénios. Registros feitos na China, em 2737 a.C., contam que a Cannabis sativa era empregada na época em preparados medicinais. A planta é citada até no Velho Testamento, onde Salomão canta e louva as propriedades da erva, por ele denominada kalamo. Documentos deixados por Marco Polo revelam que a maconha era cultivada na Ásia e no Oriente Próximo não apenas por causa de suas fibras, usadas na fabricação de cordas e tecidos, mas também por suas propriedades psico-activas. Foram os conquistadores espanhóis que trouxeram a Cannabis Sativa para as Américas, plantando-a no Chile no final do século 16, embora outras fontes assegurem que a planta já se havia disseminado pelo continente americano muito tempo antes da descoberta do Novo Mundo. Os colonizadores britânicos que se estabeleceram na América do Norte receberam estímulos do rei Jaime I para cultivar a erva como forma de conseguirem matéria-prima para a produção de cordas e velas para os navios da Armada Real. Ainda nos Estados Unidos, o Departamento de Agricultura incentivou a plantação de maconha durante a Segunda Guerra Mundial também com a finalidade de produzir fibras para a indústria têxtil.

Intelectuais e escritores europeus do século 19 foram os primeiros a difundir no Ocidente o uso recreativo da Cannabis sativa. Na década de 20, durante a Lei Seca, algumas cidades americanas assistiram a um breve surto de consumo de maconha em função da falta de álcool. Em Nova York, por essa época, chegaram a existir mais de quinhentas "casas de haxixe", que funcionavam como verdadeiros bares, onde em vez de álcool os frequentadores consumiam a erva. Dez anos mais tarde, a droga era proibida pela lei americana, enquanto as bebidas alcoólicas voltavam a ser legalizadas.

No Brasil, a Cannabis sativa foi usada originariamente por escravos que já conheciam suas propriedades antes de serem trazidos da África. Em 1943, o relatório Campanha contra o Uso da Maconha no Norte do Brasil informava que o uso da planta na região era largamente difundido entre as camadas mais baixas da população. O documento afirmava que os principais focos de irradiação do vício da maconha estavam localizados no vale do rio São Francisco e nos Estados do Maranhão, Piauí, Alagoas e Sergipe, apesar de a droga ter adeptos também na Bahia, em Pernambuco, no Rio de Janeiro e São Paulo. Os anos 60 assistiram a um novo e muito maior surto do consumo da maconha, que se tornou uma das drogas da moda, primeiramente nos Estados Unidos e na Europa, em seguida no resto do Mundo. Na década seguinte, a maconha já havia perdido sua característica de droga de hippies para ser habitualmente utilizada por estudantes, profissionais liberais e muitos outros seguimentos da sociedade. Hoje, algumas estatísticas indicam que o consumo talvez esteja diminuindo, enquanto outra substância se impõe como a droga da moda: a cocaína. Mas a Cannabis sativa não pode ser encarada apenas como uma droga recreativa. Ela também vem sendo empregada com fins terapêuticos há muito tempo: na China, ela foi usada como anestésico há quase quatro mil anos, e existem evidências de que os antigos egípcios a recomendavam como remédio para os olhos. O emprego medicinal da maconha também é uma tradição entre povos africanos e asiáticos, que a recomendavam para aliviar tosses, dores de cabeça e cólicas menstruais. A história registra que o médico particular da rainha Vitória da Inglaterra concluiu, no século 19, que a maconha, estudada por ele durante trinta anos, tinha aplicações no tratamento de enxaqueca, insónia senil, depressões, estados epilépticos, cólicas e ataques de asma. Neste mesmo século, a medicina recomendava a droga para males que iam da gota à insanidade ou à impotência. Em 1860, a sociedade médica de Ohio, Estados Unidos, divulgou pesquisas indicando que a maconha era adequada no tratamento de tétano, dores reumáticas, asma, psicoses pós-parto, convulsões, gonorreia e bronquite crónica. O mesmo documento afirmava que a droga produz um sono mais natural, sem interferir com a acção dos órgãos internos, sendo dessa forma preferível aos compostos opiáceos então utilizados para se obter os mesmos efeitos.

Entre os anos de 1839 e 1900, centenas de artigos académicos foram publicados tendo como tema as aplicações médicas da Cannabis sativa, que era ingrediente principal de diversos remédios fabricados por laboratórios como Parke-Davies, Squibb e Lilly, vendidos nos Estados Unidos sem qualquer restrição. A aplicação medicinal da maconha começou a diminuir nas primeiras décadas do século 20, quando a descoberta da morfina e dos barbituratos resultou no surgimento de drogas novas e mais potentes. A Cannabis Sativa foi banida da farmacologia a partir de 1942. Hoje em dia alguns pesquisadores têm confirmado que a maconha pode ter uso potencial em casos de perda de apetite, anorexia nervosa, ataque cardíaco, enxaqueca, hipertensão, crises hepáticas e insónia. Para certos médicos, a droga parece ser relativamente segura, com potencial de toxidade e vício inferior ao da aspirina. A maconha não provoca tolerância no organismo e nem síndrome de abstinência quando seu uso é suspenso. Conclui-se também que a maconha funciona como agente anti emético, controlando as náuseas e vómitos que resultam do tratamento quimioterápico do câncer. No final da década de 70, cientistas norte-americanos estabeleceram que a droga pode reduzir significativamente as pressões intra-oculares associadas ao surgimento de glaucoma.

Diante de todas essas informações disponíveis sobre a maconha, alguns autores afirmam que a perseguição aos usuários da droga pode ser considerada uma espécie de "síndrome de bode expiatório", fenómeno descrito pelos antropólogos como a selecção, por uma determinada sociedade, de um grupo minoritário a ser punido pelos vícios de toda uma população, cuja culpa é dessa forma extirpada através do sacrifício de vítimas simbólicas. Todavia, a proibição da maconha não é uma prática generalizada. Em alguns países islâmicos, por exemplo, a erva tem o seu consumo permitido, já que o Corão não a proíbe, ao contrário do álcool, considerado fora da lei.

Alguns Estados norte-americanos, como Oregon, Maine, Nova York, Mississipi, Colorado e Califórnia, possuem leis que, de uma forma ou de outra, descriminalizam o porte e o consumo da maconha, livrando o usuário de uma possível prisão. A campanha pela descriminalização total da Cannabis nos Estados Unidos prossegue, contando com o apoio de entidades tão insuspeitas como a Associação dos Advogados Americanos, a Associação Americana de Saúde Pública, o Conselho Nacional de Igrejas, a Academia Americana de Pediatras e a Associação Nacional de Educação, entre outras.

No Brasil, o Conselho Federal de Entorpecentes, sob orientação do advogado Técio Lins e Silva, vem propondo, desde 1985, uma ampliação do debate para redefinir a atitude oficial sobre a criminalização da maconha.

ODEIO ELEVADOR
Uma coisa que odeio é elevador. Não sou claustrofóbico muito menos preocupado com meu corpo, a ponto de subir 15 andares para contribuir com minha saúde física diária. Não gosto de elevador pro frescura mesmo.

É desesperador entrar em um elevador e ver que já tem gente dentro dele. Não sou anti-social, mas elevador é constrangedor. São segundos de aflição! Você procura algum espaço pra ficar no canto ou na parede. Se já tiver alguém de um lado, vai pra o outro, e assim vai esse jogo de Tetris até que não tenha mais cantos nem parede. Você tem que se contentar em ficar no meio mesmo. Aí sim fica mais aflito. É estranho como ninguém se olha dentro do elevador. Os que estão na porta ficam de frente pra mesma, de costas pros demais colegas de viagem. O que fica no fundo fica olhando pras costas dos do meio e estes, olhando para o chão.

Odeio também gente que não sabe usar elevador. Por incrível que pareça, existe. Tem gente que está no térreo esperando pelo elevador e quer subir, só que a casinha andante ainda está no 3o andar. Ao invés de apertar o botão para cima, aperta o para baixo, achando que com isso o elevador vai descer. Quando o mesmo pára, indo em direção a garagem, ao invés de olhar para a seta, ainda pergunta: desce?! Pior é gente que pergunta se “desce?” no andar mais baixo do prédio. Em dias de mau-humor ainda respondo: “Só se for pra descer pro inferno!”. Tem uns apressadinhos, que acham que apertando com mais força ou repetidas vezes, o elevador chegará mais rápido ao destino. Ainda tem os preguiçosos, que esperam o elevador chegar pra subir até a sobreloja.

Outra coisa terrível é quando dá vontade de rir dentro do elevador. Todos te olham com olhar de desconfiança (do tipo: “será que ta rindo de mim?”) e você tenta, mas não consegue segurar. Mesmo não tendo nada engraçado no ambiente, mas só porque não pode rir, a vontade vem na hora. Uma vez aconteceu uma cena dessas comigo. Entrei em um dos elevadores lotados do Salvador Trade Center e um sujeito ignorante em relação às tecnologias de construção civil ficou segurando a porta com a pasta para uma mulher, que aparentava estar atrasada para uma seleção de emprego. De repente o aviso automático anuncia com aquela voz irritante: “Favor liberar a porta”. Não deu em outra! O sacana olhou pra câmera ao alto e gritou bravo: “não está vendo que estou segurando a porta pra senhora, porra!”. O pior é que eu tinha que ir pro 17o andar. Pra meu azar só ficamos nós dois pelos últimos 3 andares. Fiquei o tempo todo atrás dele com a mão na boca chorando de rir, mas tentando sem sucesso abafar os “pffffruuuus”. A gargalhada queria sair por todos os meus orifícios (lá ele!). O mais engraçado foi que ele cruzou os braços e ficou bravo olhando pra câmera, indignado com a possível mulher que ficaria o dia inteiro atrás de um monitor avisando: “5o andar, sobe. 3o andar, desce”. Já pensou se existisse essa profissão? Ao entrar no elevador e a mulher da voz for sua velha amiga, não daria em outra. “Térreo. Como vai Cléber? Sobe. Como vai o pessoal? Desce. Sua gravata está amarrotada”, e claro, sempre com aquela voz de garota propaganda de disk-sexo.

Tem uma outra coisa que me incomoda em elevador. Tem dia que acordo de ressaca, com sono, com a televisão despertando na Record na “Hora do Descarrego” e não estou com a mínima vontade de encontrar ninguém no caminho até minha mesa do trabalho, até que eu acorde de verdade. Saio pela porta da frente pra não ter que cumprimentar minha mãe, empregada e muito menos cachorro. Quando entro no elevador do meu prédio encontro um vizinho puxando papo. Que ódio! Não queria falar com ninguém!!! Pior ainda é quando é o contrário. Acordo em ritmo de festa com a televisão no programa da Xuxa tocando “Tem alguém cansado ai? Não! Não!”. Tomo meu banho cantando, beijo a empregada, dou Doguitos de chocolate pro cachorro, e encontro um vizinho mal humorado no elevador. Solto um estimulante “bom diaaaaa”, e não recebo nem um murmuro de volta. Dá vontade de gritar que nem apresentador de programa infantil chato: “Eu não to ouvindo!!! Eu disse boooooommmm diiiiiaaaaaaaaaaaaaa”. Que raiva! Acho que por isso que acho que elevador deveria ser pessoal e intransferível. Cada um tem o seu momento de entrar no elevador. Não é um local para integração. Por isso que nos meus dias mais anti-sociais prefiro descer de escada.

Engraçado é quando se está sozinho no elevador. A pessoa se arruma no espelho, mexe no cabelo, ajeita o decote, tira meleca, canta, coça o saco. Mas é só entrar um sacana pra acabar seus segundos de prazer. Quase um coito interrompido. Terá que ficar travado olhando para um ponto fixo até chegar. O pior que quando se está acompanhado no elevador parece que seu andar não chega. Você fixa os olhos firmemente no display e parece que cada andar que aparece na telinha vem acompanhado de um efeito sonoro (boooom. boooom. boooom). Que demora!

Mas o pior de tudo mesmo é quando o elevador pára. Ai lenhou de vez. Estragou seu dia. Você ficará minutos ou horas enjaulado em um banheiro sem privada com um monte de estranhos sem se entreolharem. Uns vão chorar, outros desmaiar, outros tentar manter a calma e um mais chato ainda vai tentar puxar assunto.

O que importa é que elevador não é dos meios socializáveis mais indicados. Por mim extinguiria esse purgatório entre o quase inferno e quase céu e faria um monte de cadeirinha individual. Eu odeio elevador!

Cléber Paradela

UAI, SÔ... QUE TREM É ESSE?
Abaixo estão algumas pérolas encontradas nos livros de registro da Polícia Militar de Minas Gerais. Uma comédia...

"O veículo, durante o acidente, teve amassamento no pára- choques e nos pára-lamas dianteiros, sendo quem não pudemos colher melhores dados, devido à vítima haver fugido a ’galope." (Era um atropelamento de cavalo).

"O condutor foi preso em flagrante por estar dirigindo em velocidade ’incombatível’ com o local."

"Ocorreu um ’abalroamento de pessoas." "Os conduzidos, além da algazarra, ainda xingavam a todos com palavra de baixo ’escalão".

"Demos cobertura à ambulância na condução de um ’débito mental’ até o PSM".

"O condutor do veículo colocava em risco a segurança das pessoas, pois estava dando ’cavalo de Paulo’ na rua."

"Chegando ao local, encontramos a vítima caída ao solo, aparentando ter cometido um ’homicídio contra si mesmo."

"No histórico da ocorrência, constava como objeto apreendido: duas latas de cera ’Odd’ e uma lata de cera PPO. (Uma das latas estava de cabeça para baixo).

"Formava uma ’língua de fogo que lavava a rua’."

"O cidadão machucou o ’membro do rosto’."

"O conduzido, que foi preso em flagrante, disse que era inocente na acusação e que não estava passando de ’bode respiratório’."

"O sujeito estava vestido com uma calça Jeans e uma camisa ’destampada’."

"...os indivíduos tentaram resgatar o autor do nosso domínio através do uso de força ’anônima’."

"O cadáver apresentava sinais de estar morto."

"Foi apreendido um quilo de lingüiça ’perfumada’."

"Atendemos à ’solicitação do solicitante’, que nos narrou que o autor praticava ’atentado violento’ ao pudor, pois exibia para os transeuntes os ’órgãos sanitários’."

"Após discutir com a vítima, o autor desferiu um forte soco no rosto da mesma, que de tão violento, ’soltou a tampa de seu nariz’."

JUDEUS...
Três suecos?
Hitler morre e vai para o inferno, assim que chega reclama com o Capeta:
- Eu preciso voltar imediatamente à Terra!! Tenho uma coisa muito importante para fazer! Preciso só de mais uma semana!
- De jeito nenhum! - diz o diabo. - Me deu um trabalhão do cacete tirar você de circulação. Não vai voltar nunca mais!
- Mas eu preciso, eu preciso fazer uma coisa muito importante!
Curioso, o Diabo pergunta:
- Mas o que é assim tão importante?
- Eu preciso matar 6 milhões de judeus e 3 suecos.
- Ué? Porque você quer matar os três suecos? - pergunta o Diabão
- Tá vendo só como eu tenho razão? Ninguém se importa com os judeus!



Ataque epilético
Você sabe o que um judeu faz quando vê um amigo tendo ataque epilético?
- Joga ele numa piscina, junto com roupa suja e sabão em pó!



Os dez mandamentos
Deus perguntou aos Gregos:
- Vocês querem um mandamento?
- Qual seria o mandamento, Senhor?
- Não matarás!
- Não, obrigado. Isso interromperia nossa seqüência de conquistas.
Então Deus perguntou aos Egípcios:
- Vocês querem um mandamento?
- Qual seria o mandamento?
- Não cometerás adultério!
- Não obrigado. Isso arruinaria nossos finais de semana!
Deus perguntou então aos Sírios:
- Vocês querem um mandamento?
- Qual seria o mandamento?
- Não roubarás!
- Não obrigado. Isso arruinaria nossa economia!
E assim Deus foi perguntando a todos os povos até chegar aos judeus:
- Vocês querem um mandamento?
- Quanto custa?
- Nada. É de graça.
- Então manda logo uns dez...



Resfriando
O judeu pão duro estava resfriado mas não queria gastar dinheiro com uma consulta. Resolve procurar um amigo também judeu, que era médico. Puxa um papo descompromissado e a certa altura da conversa pergunta:
- Jacó, o que você faz quando está resfriado?
- Eu espirro!



A noiva
O judeuzinho adolescente resolve apresentar sua namorada para sua mãe. Mas resolve fazer um brincadeira. Leva a namorada e duas amigas para jantar e diz que uma delas é sua noiva e que sua mãe terá que adivinhar. Acabado o jantar que transcorre normalmente, ele e a mãe estão levando os pratos para a cozinha quando a mãe diz:
- Já sei qual é sua namorada.
- Mas como mamãe? Acho que não dei dica nenhuma e tratei todas igualmente.
- É a de vestido azul, não é?
- Sim a senhora acertou. Mas como soube?
- Muito simples. Eu não gostei dela.



Mar da Galiléia
O sujeito vai para Israel visitar a família e aproveita para visitar alguns lugares históricos: Jerusalém, Belém, o rio Jordão... Quando chega mar da Galiléia, ele resolve fazer um passeio de barco e pergunta o preço para um sujeito que alugava barcos:
- Oitenta dólares a hora!
- Oitenta dólares? - O senhor está maluco? É muito caro!
- Mas esse é o mar onde Jesus andou sobre as águas!
- Também pudera! Por esse preço!



Esmola
Um mendigo toca a campainha da casa daquele judeu tão pão-duro, mas tão canguinha que diziam que ele era capaz de tomar banho com um Sonrisal na mão, sem deixá-lo derreter.
- Quem é? - grita, ao ouvir a campainha.
- Uma esmolinha, pelo amor de Deus!
- Pode enfiar por debaixo da porta!



Atravessando ruas
Sabe porque os judeus nunca morrem atropelados?
- Porque não custa nada olhar para os lados antes de atravessar a rua!



O martelo
- Isaquinho, vai pegar martelo na casa de Abraão.
- Abraão não está, pai.
- Pega martelo na casa de Jacó.
- Jacó emprestou martelo pra Levi.
- Então vai pegar martelo com Levi.
- Levi foi pra Israel.
- Então pega nossa martelo mesmo, fazer o quê?

ENTERRO CUBANO
Toda a família em Cuba se surpreendeu quando chegou de Miami um ataúde com o cadáver de uma tia muito querida. O corpo estava tão apertado no caixão que o rosto estava colado no visor de cristal. Quando abriram o caixão encontraram uma carta, presa na roupa com um alfinete, que dizia assim:

Queridos Papai e Mamãe,

Estou lhes enviando os restos de tia Josefa para que façam seu enterro em Cuba, como ela queria. Desculpem por não poder acompanhá-la, mas vocês compreenderão que tive muitos gastos com todas as coisas que, aproveitando as circunstâncias, lhes envio.

Vocês encontrarão, dentro do caixão, sob o corpo, o seguinte: 12 latas de atum Bumble Bee, 12 frascos de condicionador e 12 de xampu Paul Mitchell, 12 frascos de Vaselina Intensive Care (muito boa para a pele. Não serve para cozinhar!), 12 tubos de pasta de dente Crest, 12 escovas de dente e 12 latas de Spam das boas (são espanholas) e 4 latas de choriço El Miño.

Repartam com a família, sem brigas! Nos pés de titia estão um par de tênis Reebok novos, tamanho 9, para o Joseíto (é para ele, pois com o cadáver de titio não se mandou nada para ele, e ele ficou amuado). Sob a cabeça há 4 pares de "popis" novos para os filhos de Antônio, são de cores diferentes (por favor, repito não briguem!).

A tia está vestida com 15 pulôveres Ralph Lauren, um é para o Robertinho e os demais para seus filhos e netos. Ela também usa uma dezena de sutians Wonder Bra (meu favorito), dividam entre as mulheres e também os 20 esmaltes de unhas Revlon que estão nos cantos do caixão. As três dezenas de calcinhas Victoria's Secret devem ser repartidas entre minhas sobrinhas e primas. A titia também está vestida com nove calças Docker's e 3 jeans Lee.

O relógio suíço que papai me pediu está no pulso esquerdo da titia. Ela também está usando o que mamãe pediu (pulseiras, anéis, etc). A gargantilha que titia está usando é para a prima Rebeca, e também os anéis que ela tem nos pés. E os oito pares de meias Chanel que ela veste são para repartir entre as conhecidas e amigas, ou, se quiserem, as vendam (por favor, não briguem por causa destas coisas, não briguem).

A dentadura que pusemos na titia é para o vovô, que ainda que não tenha muito o que mastigar, com ela se dará melhor (que ele a use, custou caro). Os óculos bifocais, são para o Alfredito, pois são do mesmo grau que ele usa, e também o chapéu que a tia usa. Os aparelhos para surdez que ela tem nos ouvidos são para a Carola. Eles não são exatamente os que ela necessita, mas que os use mesmo assim, porque são caríssimos.

Os olhos da titia não são dela, são de vidro. Tirem-nos e nas órbitas vão encontrar a corrente de ouro para o Gustavo e o anel de brilhantes para o casamento da Katiuska. A peruca platinada, com reflexos dourados, que a titia usa também é para a Katiuska, que vai brilhar, linda, em seu casamento.

Com amor, sua filha Carmencita.

PS1: Por favor, arrumem uma roupa para vestir a tia para o enterro e mandem rezar uma missa pelo descanso de sua alma, pois realmente ela ajudou até depois de morta. Como vocês repararam o caixão é de madeira boa (não dá cupim); podem desmontá-lo e fazer os pés da cama de mamãe e outros consertos em casa. O vidro do caixão serve para fazer um porta-retrato da fotografia da vovó, que está, há anos precisando de um novo. Com o forro do caixão, que é de cetim branco (US$ 20,99 o metro) Katiuska pode fazer o seu vestido de noiva. Não esqueçam, com a alegria destes presentes, de vestir a titia para o enterro.

Com amor, Carmencita.

PS2: Com a morte de tia Josefa, tia Blanca caiu doente; não desanimem, logo, logo, vocês receberão mais coisas.

ARGENTINOS...
Adão e Eva
Um alemão, um francês, um inglês e um brasileiro apreciam um quadro de Adão e Eva no Paraíso.
O alemão comenta:
- Olhem que perfeição de corpos: ela, esbelta e espigada; ele, com este corpo atlético, os músculos perfilados... Devem ser alemães.
Imediatamente, o francês contesta:
- Não acredito. É evidente o erotismo que se desprende de ambas as figuras...ela, tão feminina... ele, tão masculino... Sabem que em breve chegará a tentação... Devem ser franceses.
Movendo negativamente a cabeça, o inglês comenta:
- Que nada! Notem a serenidade dos seus rostos, a delicadeza da pose, a sobriedade do gesto. Só podem ser ingleses.
Depois de alguns segundos mais de contemplação silenciosa, o brasileiro declara:
- Não concordo. Olhem bem: não têm roupa, não têm sapatos, não têm casa e só têm uma única maçã para comer. Ele não é nada e ainda se acha a melhor criação de Deus e ela apesar de tudo se acha no Paraíso. Só podem ser argentinos.


Desde pequeno
O argentininho fala para o pai:
- Papa, quando yo crescer, quiero ser como usted.
- Y por que, mi hijo? - pergunta o orgulhoso argentino.
- Para tener un hijo como yo.


O padre e os Argentinos
Era uma cidadezinha pequena, bem na fronteira do Brasil e Argentina. A Igreja fica cheia para a missa das 10: argentinos, brasileiros, o prefeito, etc...
O padre, que odiava os argentinos, começa o sermão:
- Irmãos, estamos hoje aqui reunidos para falar dos Fariseus... Aquele povo ruim e que não acreditava em Nosso Senhor como esses argentinos que são nossos visinhos.
- Ohhhhhhh!
O maior tumulto tomou conta da igreja. Os argentinos saíram xingando o padre. Houve briga na porta da igreja. O prefeito levou a mão à cabeça, indignado. Acabada a confusão, o prefeito foi falar com o padre na sacristia:
- Padre, pega leve, os argentinos vêm para este lado, gastam nas lojas, nos restaurantes, trazem divisas para a cidade. Não faça mais isto.
Durante a semana a conversa entre todos era a mesma: o padre e o sermão do domingo. Aquele zum-zum-zum todo foi fazendo as pessoas ficarem curiosas e querendo saber mais o que tinha acontecido.
Finalmente, chega o domingo seguinte. E o padre começa o sermão:
- Irmãos... Estamos aqui reunidos hoje, para falar de uma pessoa da Bíblia:
Maria Madalena. Aquela mulher, a prostituta que tentou Jesus, como essas como essas mulheres do outro país que invadem nossa cidade e nossa paróquia.
Novamente aquele aue na igreja...O prefeito foi ao encontro do padre:
- Padre, o senhor não me disse que iria pegar leve? Padre, se o senhor não amansar, vou escrever uma carta à Congregação e pedir a sua retirada imediata desta cidade.
Naquela semana, o tumulto era maior ainda. As conversas eram maiores ainda e ninguém perderia a missa do próximo domingo, nem por decreto.
Na manhã do domingo, o prefeito entra na sacristia com a polícia e a espalha pela igreja:
- Padre, pega leve desta vez, senão te levo em cana!
A igreja estava abarrotada. Quase não se conseguia respirar de tanta gente.
Começa a missa e logo vem o sermão:
- Irmãos... Estamos aqui reunidos hoje, para falar do momento mais importante da vida de Cristo: A Santa Ceia (O prefeito então respirou aliviado). Jesus, naquele momento disse aos apóstolos:
- Esta noite, um de vós irá me trair.
Então João perguntou:
- Mestre, sou eu?
E Jesus respondeu:
- Não, João, não é você.
E Pedro perguntou:
- Mestre, sou eu?
E Cristo respondeu:
- Não, Pedro, não é você.
Então, Judas com aquele olhar dissimulado perguntou:
- Perdon Mestre, acaso soy yo?


Craques no Avião
Os melhores jogadores sul-americanos de todos os tempos estavam em um avião, indo para o Rio de Janeiro, mais precisamente no Maracanã, onde haveria o jogo do século. Dentro desse avião estavam todas as estrelas latinas do futebol, e como acontece na maioria das piadas sem graça de aviões, ocorre uma pane que leva todos os atletas ao desespero. A aeromoça avisa que o avião está perdendo altura por excesso de peso e vão ter que se livrar dos equipamentos e bagagens. Lá se vão os uniformes, bolas, chuteiras, malas, e tudo o que os jogadores levavam. Instantes mais tarde, a aeromoça volta chorando e diz que com muita lástima, vidas humanas terão que ser sacrificadas, para que o avião não caia. Então os jogadores, sem escolha, fazem fila para pular.
O primeiro é Solano:
- Por amor ao Peru! - e pula.
Depois vai Salas:
- Por amor ao Chile! - e pula.
Aí vai Chilavert:
- Por amor ao Paraguai - pula.
Chega a vez do Pelé:
- Por amor ao Brasil! - e empurra o Maradona.


Entrevista
Um escritor argentino estava sendo entrevistado na TV.
Perguntaram-lhe:
- Qual a pessoa que mais admira?
- Dios!
- E por que?
- Bueno, fue el quien me crió!


Um hindu, um judeu e um argentino
Num acidente de avião, que caiu numa mata, sobreviveram um hindu, um judeu e um argentino. Eles andaram durante o dia todo pelo mato, tentando alcançar a cidade mais próxima e, quando já ia anoitecendo, avistaram um casebre.
- Toc! Toc! Toc!
- Pois não? - atendeu uma senhora, toda educadinha.
- Estamos à procura de abrigo - explicou o judeu.
- Tudo bem, mas aqui dentro de casa só tem dois lugares. Algum de vocês vai ter de dormir no celeiro.
- Não tem problema - adiantou-se o hindu. - Eu durmo no celeiro.
Nem bem todo mundo tinha se ajeitado quando...
- Toc! Toc! Toc!
Era o hindu.
- Desculpa, mas lá no celeiro tem uma vaca. Eu não posso dormir ao lado de um animal sagrado.
- Não tem problema - adiantou-se o judeu. - Eu vou dormir no celeiro.
Cinco minutos depois:
- Toc! Toc! Toc!
Era o judeu.
- Desculpa, mas lá no celeiro tem um porco. Eu não posso dormir ao lado de um animal imundo.
- Não tem problema - disse o argentino. - Pode deixar que eu durmo no celeiro.
Cinco minutos depois:
- Toc! Toc! Toc!
Eram a vaca, o porco, o cavalo, a galinhas, o pato,...


A cidade
Um argentino pede a um taxista que o leve ao mirante da estrada Mexico-Cuernavaca. Durante duas horas, fica vendo distraído a capital.
Depois de muito tempo, o taxista pergunta muito impaciente e curioso:
- Que tanto o senhor observa?
- Estou olhando para ver como fica triste a cidade sem mim.


Caso único
Um psicólogo que vive em Ciudad Satelite chama por telefone as quatro da manha seu colega que vive no Pedregal e diz:
- Pancho, vem com urgência, tenho um caso único no meu consultório.
- Mas como a estas horas? Irei de manha.
- Tem que ser agora, esta é uma grande oportunidade: único!?
O medico do Pedregal, de pijama pega seu carro e chega a ciudad satelite:
- Mas o que pode ser ato urgente?
- Tenho um argentino no meu consultório ...
- E o que é que tem, eu também atendo muitos!
- Sim, mas com complexo de inferioridade?


Telefonema
Em visita aos Estados Unidos, sua Santidade o Papa foi convidado pelo Presidente americano na Casa Branca, depois de uma longa conversa, ele pede para usar o telefone.
O Presidente lhe indica o escritório onde ha duas cabines, uma vermelha e outra branca.
O Papa pergunta qual deve usar.
- A vermelha e para falar com o presidente Russo e a branca com Deus?
Sua Santidade fala pela cabine branca por 5 minutos, ao desligar pergunta?
- Quanto devo pela chamada?
E o Presidente responde:
- 5.000 dólares.
Dias depois viaja para Buenos Aires para visitar a Argentina.
O Papa pede para usar o telefone. O presidente explica:
- O vermelho e para falar com o Presidente dos Estados Unidos e o branco para falar com Deus.
Sua Santidade fala durante vinte minutos pelo telefone branco e ao terminar pergunta quanto deve, e recebe como resposta: 50 dólares. Se surpreende e diz:
- Falei muito mais agora do que na Casa Branca, como é possível que pague só 50 dólares?!
- É que aqui você fez uma chamada local, responde o presidente argentino.


No elevador
Num elevador estavam um argentino, um brasileiro, uma garota gostosa e uma freira. De repente, acaba a luz do prédio, o elevador para e fica às escuras. Há o som de um beijo seguido de um tapa, a luz volta e todos ficam calados pensando o seguinte:
A freira: Um dos dois deve ter beijado a garota e ela revidou com um tapa.
A garota: Um dos dois deve ter tentado me beijar, acabou beijando a freira e levou um tapa.
O argentino: Esse brasileiro de mierda beijou essa mina e ela me deu um tapa pensando que fui eu.
O brasileiro: Há, há, há... beijei a palma da mão e lasquei um tapa nesse argentino.


Atropelamento
Um brasileiro entra na policia em plena Caxias do Sul e dirige-se ao delegado:
- Vim entregar-me, cometi um crime e desde então não consigo viver em paz.
- Meu senhor, as leis aqui são muito severas e são cumpridas e se o senhor é mesmo culpado não haverá apelação nem dor de consciência que o livre da cadeia.
- Atropelei um argentino na estrada ao sul de Caxias.
- Ora meu amigo, como o senhor pode se culpar se estes argentinos atravessam as ruas e as estradas a todo o momento?
- Mas ele estava no acostamento.
- Se estava no acostamento é porque queria atravessar, se não fosse o senhor seria outro qualquer.
- Mas não tive nem a hombridade de avisar a família daquele homem, sou um crápula!
- Meu amigo, se o senhor tivesse avisado haveria manifestação, repúdio popular, passeata, repressão, pancadaria e morreria muito mais gente, acho o senhor um pacifista, merece uma estátua.
- Eu enterrei o pobre homem ali mesmo, na beira da estrada.
- O senhor é um grande humanista, enterrar um argentino, é um benfeitor, outro qualquer o abandonaria ali mesmo para ser comido por urubus e outros animais, provavelmente até hienas.
- Mas enquanto eu o enterrava, ele gritava : Estoy vivo, estoy vivo!
- Esses argentinos mentem muito...


País irmão
O Presidente Argentino, em visita oficial ao Brasil, iria conhecer uma escola de São Paulo. E o diretor da escola foi preparar os seus Alunos para receberem bem a importante visita.
- Vocês devem ser educados com o senhor Presidente. Joãozinho, eu vou-te perguntar o que é a Argentina para nós. E respondes que a Argentina é um país amigo.
- Não, senhor diretor! A Argentina é um país irmão.
- Muito bem, Joãozinho. Mas não é preciso tanto. Diz apenas que a Argentina é um país amigo.
- Não e não, a Argentina é um país irmão!
- Ta bom, Joãozinho. Mas porque é que achas que a Argentina é um país irmão, e não um país amigo?
- Porque amigos a gente pode escolher!


Estupro
A filha chega a casa em prantos e diz para a mãe:
- Mãe, mãe, fui violada por um Argentino!
- Mas... como sabe que era um Argentino, reconheceu o sotaque ou foi pela roupa?
- Nada disso, ele obrigou-me a agradecer.


Rapidinhas
Segundo recentes estatísticas, de cada 10 argentinos, 11 sentem-se superiores aos outros...

Porque Hitler matou os judeus?
- Porque não conhecia os argentinos.

Por que os laboratórios estão começando a usar argentinos em vez de ratos?
- Porque acabam gostando dos ratos.

Qual é a semelhança entre o Super Homem e um argentino modesto?
- É que nenhum dos dois existe de verdade.

O que da o cruzamento de cearense com argentino?
- Um porteiro que pensa ser o dono do prédio.

Qual é a diferença entre os argentinos e os terroristas?
- Os terroristas têm simpatizantes.

Como se faz para reconhecer um argentino numa livraria?
- Ele é o que pede o mapa-mundi de Buenos Aires.

Segundo a imprensa Argentina, Maradona foi o melhor jogador do mundo e um dos melhores da Argentina.

O que se deve atirar a um argentino que está se afogando?
- O resto da família.

O que é o ego?
- O pequeno argentino que vive dentro de cada um de nós.

Qual é o negócio mais lucrativo do mundo?
- Comprar um argentino pelo que ele vale e vendê-lo pelo que ele acha que vale.

Por que há tantos partos prematuros na Argentina?
- Porque nem as mães agüentam um argentino por nove meses!

Notícia no principal telejornal argentino:
- Brasil y Argentina empataram hoy el jogo por la Copa America: zero gols para Brasil e ZERO GOLAZOS para Argentina!

Por que é que os homens argentinos em geral preferem não casar?
- Eles nunca encontram uma mulher que os ame mais do que eles se amam.

Por que é que não há terremotos na Argentina?
- Porque nem a terra os engole.

CELULÁ DE PREIBÓI
A loja estava lançando uma formidável promoção: um celular (entre uma grande variedade de modelos) + um mp3player por apenas 49,95 pilas. Ou cinquenta, porque que eu me lembre, não me deram troco. Não sei pra que essa viadagem de x,95 centavos. Acho que nesse caso serve pra enganar o consumidor, sugestionando-o que a compra ainda está na casa dos quarenta dólares.

E até que ainda está, mas por míseros cinco centavos que não fazem a menor diferença.

O aparelhinho é mágico. Tem uma câmera VGA com zoom de 4x, ringtones de mp3 (o vendedor utilizou seu fantástico toque de uma bela canção do Slipknot pra me convencer da compra), incríveis joguinhos em Java (baixei Worms 2, Laboratório de Dexter, Prince of Persia e Dope Wars pelo Limewire), protetores de tela em GIF animados, papel de parede, exibição de vídeos, conexão ao MSN e um monte de coisas que ainda não descobri, porque obviamente não li a porcaria do manual.

É, o celular é uma belezura. Só tem um problema: é da Motorola.

O caso aqui não é de simples preconceito infundado com o fabricante. Eu adquiri um profundo ÓDIO ASSASSINO pela a porra dessa marca. E por um motivo bem simples: puta falta de respeito com o consumidor.

A caixa do aparelho diz que ele faz todos esses truques, e muito mais. Logo de cara você nota a entradinha USB no bichinho, o que garante o método de transferência dos arquivos. Pus a caixa debaixo do braço e fui pra casa.

Chegando ao meu domicílio, a primeira surpresa: não havia um cabo USB na caixa. Isso não é problema pra mim, eu tenho um que uso com meu mp3player. Mas isso não era um bom sinal. Se a fabricante não fornece o equipamento necessário para a transferência...

Meus medos logo se concretizariam. Lendo o índice do manual, percebo consternado que não havia NENHUMA menção à transferência de arquivos entre o PC e o telefone. A empresa simplesmente esqueceu esse PEQUENO detalhe, que por sinal é o carro-chefe do aparelho. A essa altura eu já tava com umas cinquenta fotos na porcaria do celular, e sem a menor idéia de como passa-las pro computador.

Passei a mão no pescoço e senti minha medalhinha de São Google, o protetor dos donos de celulares inúteis. Corri aos pés do santo e passei a procurar freneticamente a resposta pro meu problema.

Logo nos primeiros cliques meu ódio pela Motorola aumentou exponencialmente. Navegando em fóruns de usuários do aparelho, descobri que a Motorola não liberou software para o modelo v220. Ela fez aquela propaganda e tudo mais, mas não há maneira de utilizar metade do potencial do telefone, simplesmente porque a fabricante lançou o produto antes de "termina-lo". Então entendi a falta do cabo USB: eles não estavam pensando em realmente permitir a transferência dos arquivos.

Após bater minha cabeça na parede, gritar xingamentos que devem ter intrigado meus vizinhos e pular em cima do celular por uma meia hora, decidi continuar navegando para ver se descobria mais alguma coisa. Então achei o que parecia ser uma solução: uma fantástica GAMBIARRA.

Um usuário do mesmo modelo que eu instalou uma versão antiga de um programa de interface da Motorola, o Mobile Phone Tools. Os celulares mais antigos são reconhecidos pelo programa, mas o v220 não. O que fazer?

Instalar um driver de MODEM da Motorola. Assim, o programa reconheceria a porra do telefone, que a essa altura já estava embalado de novo, junto com o recibo, pronto para uma viagem até a loja.

Segui os links, baixei os arquivos, desviei de infinitas pop ups e fui dar uma mijadinha. Nada do aparelho funcionar. O que me dava muita raiva, porque lendo o fórum eu percebia que todos os usuários estavam conseguindo. Menos eu, claro, porque eu tenho que me foder mesmo.

A solução veio num estalo: formatar o PC. A lixarada que eu acumulei ao longo de uns oito meses de uso estavam deixando o Windows numa situação lastimável. Meu PC já iniciava com umas (sem exagero) quinze janelas de erro. Defeitos no registro estavam causando incompatibilidade com mais da metade dos programas que eu usava. Decidi começar tudo de novo e rezar pra que isso resolvesse o problema do celular.

Eram umas quatro da tarde. Formatei o disco, iniciei a instalação do WinXP e fui dormir, com a certeza que quando eu acordasse, umas duas horas depois, estaria tudo pronto.

Acordei às sete da noite e fui pro PC, achando que estava prontinho pra usar. Ao chegar aqui, minhas temporas latejaram de raiva: eu tinha esquecido de clicar no "PROSSEGUIR", na tela de instalação do sistema operacional.

Uma hora depois e finalmente utilizando o computador, percebo que preciso aprender a fazer backup. Perdi meu arquivo de textos do blog (com uns três posts inéditos), todas as minhas mp3, meu programa de fazer GIFs animados, minha paciência, enfim, um monte de coisa. Fodam-se, agora eu faço essa porra funcionar.

E não é que funcionou?

Fui pro McDonalds comemorar a vitória da eterna batalha homem vs celular da Motorola.

A qualidade é razoável. Nada que se diga "nossa, que qualidade supimpa!", mas quebra um galho. E o zoom funciona que é uma beleza.

Agora que fiz a porcaria conectar com o PC, passei a procurar bobagens para encher a memória do celular. Coloquei isso, isso e isso como protetores de tela. Baixei um editor de mp3, para cortar as partes preferidas de minhas canções e transforma-las em fabulosos ringtones. Acabei esculhambando minhas melhores músicas, mas dane-se, agora eu tiro foto com o celular, tenho uma bandeirinha brasileira movendo-se ao sabor do vento e ouço Slipknot e Angra quando recebo ligações.

Se isso não dá sentido à vida de alguém, eu não sei mais o que dá.

Kid