FEVEREIRO 2005 ARQUIVO MARÇO 2005 ABRIL 2005

AUTONOMIA CARIOCA - GUANABARA JÁ!

Nós, cariocas, natos ou por afinidade, consideramos nossa Cidade crescentemente lesada e oprimida pelos efeitos nefastos da fusão decretada, em 1975, pelo ditador Geisel, do então Estado da Guanabara com o antigo Estado do Rio de Janeiro. Motivada por razões micro-políticas e por um rancor profundo contra a cidade que mais resistira ao autoritarismo, a fusão não passou por nenhuma consulta e o novo estado jamais recebeu os recursos federais na época previstos para a transição.

Quase trinta e cinco anos mais tarde, nossa Cidade sofre, cada vez mais, por não ter controle sobre segurança pública, águas e esgotos, trânsito e aspectos importantes das políticas ambiental e de habitação. As instituições estaduais responsáveis por essas esferas prestam péssimos serviços e, frequentemente, inibem (ou mesmo proibem) o poder local de assumi-los. Essa situação também é negativa para nossos irmãos fluminenses. A Cidade do Rio de Janeiro, Distrito Federal e capital do Brasil, até 1960, depois Estado da Guanabara, até 1975, nunca teve vocação para governar o Estado do Rio, papel historicamente desempenhado por Niterói. A identidade do Rio é a de uma cidade-estado.

Sabemos das dificuldades de reverter esse erro histórico. Mas estamos dispostos a lutar pelo Estado Carioca, passo a passo, pela via constitucional existente, o tempo que for necessário. Acreditamos que nossa causa crescerá de forma avassaladora. Não se trata aí de nenhuma panacéia ou solução indolor para os nossos problemas, mas é um caminho para que possamos tomar em nossas mãos a responsabilidade pelo nosso destino.

Autonomia Carioca é uma rede de iguais, sem líderes. Está aberta a todos, cariocas, fluminenses, brasileiros, estrangeiros que amem o Rio de Janeiro e luta pela volta do Estado da Guanabara, nos limites territoriais do Município do Rio de Janeiro.


O RIO MERECE

O Rio de Janeiro está precisando olhar para o Brasil. A cidade sempre cultivou seu espírito de independência, de auto-suficiência, quase nunca de forma a excluir qualquer um. Pelo contrário: no Rio, sempre foram todos bem-vindos. O movimento em prol da desfusão, do retorno do Estado da Guanabara, está mais forte do que jamais esteve. É provavelmente uma boa idéia, faz sentido, mas precisa ser explicado ao Brasil. E rápido. Da forma como o processo está sendo conduzido, a idéia vai soando antipática. E elitista. Se esta imagem for consolidada, cai por terra antes de ter chance.

Alguns argumentos têm-se consolidado. Um é o de que o Rio não teve sua anistia. É um pouco forçar a barra, porque tenta explicar num slogan uma idéia que é um pouco mais complexa. Nela estão escondidos os objetivos da fusão dos dois estados, Guanabara e Rio de Janeiro.

Em 1965, a Guanabara elegeu para governador Francisco Negrão de Lima, do MDB. Junto a Israel Pinheiro, eleito por Minas, foram os únicos governadores de oposição ao regime militar nos momentos seguintes ao golpe. Em 1970, com a eleição de Chagas Freitas, a Guanabara passou a ser o único estado da União com governador do MDB. Nada tão simples – o general Emílio Médici havia costurado para fazer com que Chagas fosse o candidato local, já que não seria tolerado um governador da Arena, o partido governista.

Inclua-se na conta as passeatas mais violentas contra o regime militar durante 1968, uma delas carregando o corpo morto de um estudante secundarista. Edson Luís Lima Souto, que não pertencia ao movimento estudantil organizado, era de Belém do Pará. Caiu por conta dum tiro irresponsável de gente uniformizada a serviço do regime. Seu corpo, o corpo de um jovem paraense, foi transformado no principal símbolo de asco ao regime de exceção. E, em 1968, a ditadura não caiu mas também não conseguiu conter o Rio. E jamais conseguiria.

A explicação oficial para a fusão dos estados do Rio e da Guanabara era econômica, a necessidade de uma capital rica contribuir para o desenvolvimento de um estado pobre. Soa justo. Mas o motivo não oficial foi que a fusão diluía o voto carioca, sua verve oposicionista. Derrubava a cidade que tanto deu problemas no momento em que o regime ensaiava sua retirada. Um pequeno gesto de crueldade que conseguiu derrubar a auto-estima carioca. E as razões oficiais, no momento em que o antigo Estado do Rio tem petróleo, caem por terra. Ele seguirá melhor se não precisar distribuir suas riquezas com a capital.

A cidade do Rio é, por natureza, contra o governo. Não é nada de pessoal. É natureza. Por isso era uma capital desconfortável para a maioria dos presidentes. Este espírito é antigo. Em 1660, a população carioca amotinou-se e pôs abaixo o primeiro regime nepotista do Brasil, dos descendentes do governador-geral Mem de Sá. O governador Salvador Corrêa de Sá e Benevides ficou meses sem conseguir voltar à cidade. E só entrou quando tinha, no porto, uma penca de navios militares portugueses para lhe dar apoio. Em uma tarde mandou decepar a cabeça do líder revolucionário. Deixou o governo logo depois, por ordens do rei.

Aquela revolução, a primeira e única revolução popular de sucesso na história do Brasil, não foi uma revolução que queria a secessão. Queria era o fim de impostos extorsivos, de desmandos. E apesar de Salvador de Sá ter tido feito préstimos vários à Coroa na guerra contra os holandeses, Lisboa não teve escolha que não tirá-lo de mansinho e ainda reprovar a execução vexatória.

Mesmo na época em que a capital ficava na Bahia, o Rio mantinha sua independência, diferentemente das outras capitanias. Esta independência, este espírito oposicionista, foi o que serviu de proteção aos paulistas em suas bandeiras, contra as vontades do governo central. Sim, foram expedições escravagistas, de captura de índios. Mas, no olhar do tempo, permitiram que o Brasil fosse explorado e, no fim, que o ouro de Minas fosse descoberto. E quando, descoberto o ouro, novamente os portugueses tentaram controlar seu escoamento, foi o espírito de independência carioca que garantiu aos paulistas, a quem era da terra, o domínio da exploração. No fim, foi um bocado por isso que o governo central capitulou, transferindo a capital. Curiosamente, uma vitória não apenas carioca – também paulistana.

A Autonomia Carioca não é um conceito artificial e fisiológico como a criação de estados no Mato Grosso ou no Amazonas. A cidade do Rio só não foi autônoma, de fato ou direito, no período posterior à fusão. São trinta anos numa história de 450. E este mesmo espírito oposicionista é aquele que faz com que a cidade tenha eleito Lula presidente várias vezes mas, na última eleição municipal, tenha condenado o candidato do PT à quinta colocação. Há governo, o Rio é contra. E isto é bom. Ter uma cidade importante no país com esse tipo de espírito aguerrido faz bem à democracia. Lembra aos governantes que não devem acostumar-se ao poder.

O Rio é também a imagem do Brasil. Não que o Brasil seja como o Rio – o Brasil é todo muito heterogêneo. A Bahia é a Bahia, Sampa é Sampa e o Rio Grande do Sul é gaúcho e pronto, pampas na veia. Mas fale a um estrangeiro de Brasil e ele lembra do Cristo, seus braços abertos de “seja bem-vindo”, do Pão de Açúcar. A maioria dos correspondentes estrangeiros no país tem residência no Rio – do mui querido “New York Times” à “Der Spiegel” alemã ao “Guardian” britânico. Se o Rio vai mal, o Brasil parece mal.

E o Rio vai mal. Desde a fusão, não conseguiu produzir um governo do Estado que não tivesse problemas com o prefeito da capital. O resultado é que as políticas não andam. Não adianta a prefeitura ter a intenção de impedir o crescimento de favelas porque a polícia não ajuda. E vice-versa. É só, talvez, o caso mais gritante. Incapaz de produzir políticas concomitantes e complementares, a cidade decai. Perde prestígio. É claro que esta, de início, era justamente a intenção daquele regime, enfraquecer o Rio. Conseguiu.

A idéia de Autonomia Carioca não pode, não deve, ser atrelada ao fato de os Garotinhos estarem no governo. Há fisiologismo de sobra na cidade, um pulo à Câmara Municipal o mostra. E, para que o Estado da Guanabara faça sentido geopolítico, ele deve incluir a Baixada Fluminense, onde fisiologismo é regra. Isto é a cara do Brasil. Seu combate é um dilema nacional, vide Severino. A volta da Guanabara não é solução para os problemas cariocas, nem deve ser apresentada como tal. Mas, se a história recente serve de guia, sem autonomia o Rio seguirá cabisbaixo. Uma pena.

JEAN É O GRANDE VENCEDOR DO BBB5
A vitória da ética. Com 55% dos votos, Jean é o grande campeão do Big Brother Brasil 5. Com 55% dos votos, o professor baiano leva para casa o prêmio inédito de R$ 1 milhão. Homossexual - condição assumida logo no primeiro paredão - intelectual e humanista, Jean passou 79 dias na casa defendendo valores que pareciam um tanto fora de lugar num programa em que pessoas traem umas as outras para se tornarem celebridades ou levarem para casa uma quantia que pode significar uma mudança de vida radical. Jean defendeu a ética, a amizade e a cultura brasileira. Muito mais culto do que a média dos participantes do reality show, o campeão Jean personifica a esperança num Brasil melhor no futuro. Já do lado de fora da casa, ele reafirmou para o aparesentador Pedro Bial sua confiança no país. "Só tenho a agradecer, a todo mundo. Fico feliz em mostrar que o brasileiro comum pode ser inacreditável, como os 14", disse o professor, referindo-se aos Inacreditáveis, desenho animado criado para produção do programa, inspirado nos próprios BBs.

"Vocês dois serviram como termômetros da sociedade brasileira e de como ela está lidando com seus preconceitos, deram chance ao Brasil de manifestar seu desejo ético. Vocês dois vivem sob a pecha do preconceito que existe contra os homossexuais e contra a mulher. Se for bonita, loura e miss... Grazi, você calou a boca de tanta gente", comentou o apresentador Pedro Bial, ao informar o resultado da votação. "Era o que eu mais queria", respondeu a miss. "Essas pessoas estão mudas de admiração, paixão, respeito. Você conquistou o Brasil", continuou o apresentador.

"Quanto a você, Jean, esse país, para mudar, precisa de três coisas: educação, educação e educação. E você é a prova disso. Saiu da pobreza buscando informação. Depois que você passou do primeiro paredão, houve o primeiro momento-chave deste jogo: quando a líder Grazielli indicou Giulliano. O segundo foi a prova do líder em que todos permaneceram vendados, vencida por Jean. O teceiro momento-chave é agora, porque quem venceu com 55% dos votos foi Jean Wyllys", anunciou Bial.

Primeiro gay assumido e intelectual a participar do BBB, o professor de jornalismo Jean foi pivô do grande racha que dividiu a casa logo na primeira semana de programa. Suas qualidades de líder — costumava comandar as compras e a produção na cozinha — além da boa relação com as mulheres deixaram o médico Rogério e seus comandados (PA e Giulliano) incomodados. Os três arquitetaram a indicação do baiano para o primeiro paredão. Magoado por ter recebido seis votos, Jean assumiu publicamente ser gay e disse estar sendo vítima do preconceito dos outros BBs. Numa virada espetacular (até o começo do programa ao vivo, era sua oponente, Juliana, quem vencia), Jean derrotou a estudante pela apertada diferença de menos de um ponto percentual. Além de ver seu desafeto seguindo no jogo, os gigantes ainda tiveram que aturar as gozações de Jean quando o resultado do Big Boss determinou que os machões da casa deveriam vestir roupas de drag-queens por três dias. A guerra estava declarada.

Em minoria, Jean voltou a ser indicado no segundo paredão, desta vez com sete votos. Místico, vestiu branco e evocou a força de São Jorge e dos orixás para vencer o recém-chegado Marcos (o padeiro entrou na casa via sorteio). Recebeu apoio de Grazi e Pink e um pedido de desculpas de Giulliano. Quando a pernambucana foi emparedada, na terceira semana, o baiano tomou as dores da amiga e passou a organizar a resistência do grupo batizado de Defensores, que já contavam com o apoio de Sammy. A partir da quarta semana, a sorte também resolveu ajudar: Grazi, Jean e Pink conquistaram três lideranças consecutivas, eliminando Giu, Rogério e PA. Na sexta semana de jogo, quando os Gigantes tiveram sua última chance para forçar um paredão entre Pink e Jean, a dupla ganhou um aliado inesperado: Alan desistiu de seguir o voto do grupo e arruinou o complô.

Indicado pela líder Tatiana, voltou ao paredão na sexta semana para derrotar Natália com facilidade. A rede de intrigas não impediu que o baiano tivesse uma relação cordial com Alan e as gigantes de saias. Bom de papo e festeiro, o professor foi eleito pelas garotas o melhor beijoqueiro da casa na brincadeira de salada-mista. Por ironia, sua maior briga durante o confinamento seria com Pink, que não gostou dos pitacos do amigo sobre seu namorico com Sammy. Aborrecido, Jean foi então dar uma de cupido em outras bandas, ajudando na aproximação entre Alan e Grazi. Mesmo quando a Tropa de Choque já se arrastava pela casa em minoria, o intelectual combinou um possível voto no mineiro. Não bastou para agradar Pink, que se enfureceu ao perceber que Jean comemorou a liderança de Alan na reta final do programa.

O paredão dos sonhos da Tropa de Choque parecia estar mesmo escrito no destino de Alan. Líder na décima semana, o mineiro indicou Pink e foi obrigado a desempatar a votação entre Jean e Grazi, emparedando o professor. Recordista em paredões (seriam seis, ao todo) Jean consolou o mineiro e fez as pazes com Pink, mas não engoliu o voto que recebeu da colega. “Nossa amizade nunca mais vai ser a mesma”, revelou a Alan, pouco antes de vencer a amiga numa disputa emocionante. Uma semana depois, no penúltimo paredão, veio o repeteco: indicado por Sammy, Alan preferiu enfrentar o colega baiano e poupar Grazi. Com a vitória sobre o mineiro, Jean ultrapassou os 78 dias de confinamento exausto, magro e abatido, mas saboreando a certeza de que havia conquistado seu lugar na finalíssima do BBB. A lição do professor estava dada.


BALANÇO BBB5

OS VENCEDORES

Grazielli

Segunda colocada na disputa por R$ 1 milhão, com 39% dos votos, a miss paranaense, logo que sabe do resultado do Big Brother Brasil 5, afirma saber que não ganharia. "Eu sabia", diz ela, baixinho para si mesma.

Grazielli chegou à final do BBB 5, ao lado de Sammy e Jean, não apenas por ser a miss paranaense, mas sim pelo fato de ter conquistado o público e os amigos dentro da casa, com toda a sua felicidade, humildade e bom-humor. Após passar pelo único paredão que disputou, na oitava semana, ela mesma comentou: "Estou feliz pois tive a resposta de que não sou só uma pessoa bonita".

A sorte também estava ao lado da miss, que nas primeiras semanas passou a sensação aos participantes que realmente estava de olho em Alan. A cada festa, a aproximação era maior. Porém, respeitando sua namorada oficial, o engenheiro mantinha uma certa distância da loura. Até chegou a rolar um beijo de baixo da mesa, mas nada que firmasse um namoro. Até que o apresentador Pedro Bial brincou com o mineiro no programa do dia 15 de fevereiro: "Alan, é muita areia e pouco caminhãozinho"? O mineiro parece ter entendido o recado e resolveu partir com tudo para cima de Grazi. Resultado: beijo na brincadeira da salada-mista em outra festa na casa. A partir daí o casal não se desgrudou mais. E por falar em namoro, parece que o caso vai pra frente. Pelo menos é o que espera o mineiro, que durante a entrevista coletiva logo após a sua eliminação, se mostrou interessado.

A amizade com Jean, Pink e Sammy desde o início, realmente fez com que a paranaense não se sentisse só dentro do confinamento. Mesmo com todas as dificuldades enfrentadas durante os 79 dias, ela foi quem melhor administrou a saudade e os momentos de tristeza mostrando sempre o sorriso no rosto. Com as palhaçadas constantes, ela conseguiu cativar quem estava perto dela e quem mais ‘sofreu’ com as brincadeiras, foi justamente o namorado Alan, com quem duelou várias vezes na briga de travesseiros e que ria sempre das piadinhas freqüentes da miss.

O amigo Jean, preocupado com a possibilidade de Grazielli ser indicada ao paredão na quinta semana pelos Gigantes, convidou a miss para ir com ele assistir aos desfiles das escolas de samba na Sapucaí. O fato marcou a passagem de ambos no BBB 5. "Com certeza, estar aqui é a realização de um sonho. Ano que vem, vou estar ali", disse a paranaense apontando para a avenida.

A comilança de Grazielli durante o confinamento foi comentada por todos, tanto pelos participantes, como também pelo público. A fama de gulosa não era à toa e aumentou após um sonho comentado por ela mesma: “Foi muito bom. Lembro que tinha um freezer enorme no jardim com diversos tipos de sorvetes. Tinha de chocolate, de passas ao rum e de doce de leite. E ainda tinha uma máquina de caldas para colocar”.

Ao lado do nissei, Grazielli tentou mudar sua tática de jogo. No dia 18 de fevereiro, revoltada com as combinações de voto entre a Tropa de Choque, a paranaense e o paulista resolveram chamar seu grupo para armar um complô tentando evitar que o paredão fosse formado por dois integrantes da ‘turma do bem’. Até que tentaram, mas a tática foi rapidamente vetada por Pink, que sempre afirmou que não jogaria desse jeito. Mesmo assim, a eliminada foi Natália, a primeira integrante das ‘Gigantes de Saias’ a deixar o jogo.

Líder na terceira semana, a paranaense não perdoou os Gigantes de plantão ao indicar o goleiro Giulliano ao paredão, no qual foi eliminado com 87% dos votos. Assim começou a se desenhar a derrota do grupo de PA, Gê e companhia no BBB5. A partir daí a guerra estava declarada e a paranaense estava claramente ao lado de Jean e Pink. Grazi teve sorte e ainda garantiu a liderança em mais duas ocasiões, escolhendo Tati Rio e Karla para a berlinda, conseguindo eliminar as duas.

Ao enfrentar e ter vencido apenas um paredão - contra Aline -, Grazi, com seu bom-humor e seu carisma, foi conquistando a cada semana o público, que é justamente o responsável pela eliminação ou não de cada participante. É claro que o romance com Alan facilitou sua vida nos momentos decisivos, pois acabou não passando pela berlinda na reta final. No primeiro paredão desta etapa, o engenheiro foi o líder e não a indicou. No segundo, Sammy pegou a coroa e votou no mineiro, que conseqüentemente escolheu Jean para o duelo.


Sammy

Não deu para Sammy San. O nissei é o terceiro colocado entre os finalistas do Big Brother Brasil com 5% dos votos. O nissei recebe o abraço dos demais finalistas. Ao anunciar a parcial, Bial diz: "Uma medalha de bronze que todos queriam sustentar. Uma façanha. Motivo de orgulho".

Antes de deixar a casa, o paulista se emociona e abraça Grazi e Jean. "Vocês merecem", diz Sammy para o amigos.

Sammy entrou no programa disposto a jogar. Sua tática era se manter longe de complôs, tentar comer pelas beiradas e eliminar os participantes que entraram por último na casa: Marcos e Aline. Mas o nissei não contava com a formação de um grupo ameaçador , os Gigantes, que, ainda por cima, tentou recrutá-lo. Intrigado com o número de jogadores que votaram em Jean no primeiro paredão (seis), Sammy pressionou Tatiana a revelar a verdade e confirmou sua suspeita de complô. Mais mineiro do que Paulista, Sammy preferiu não assumir posições. Ganhou a liderança na segunda semana e continuou jogando sozinho. Ele indicou Marcos para o paredão e viu o rapaz ser derrotado por Jean.

Em seguida, pensando em sua própria defesa, decidiu se aproximar de Jean, Pink e Grazielli, ao intuir que os Gigantes não estavam fazendo muito sucesso junto ao público. Sammy fez sua escolha a tempo e foi adotado pelo grupo "do bem", para quem revelou a estratégia dos Gigantes. Na quarta semana, foi indicado pelo somatório dos votos dos recrutas e teve que disputar a permanência na casa com o capitão Rogério, eliminado com 92% dos votos, recorde de rejeição até então.

Mais relaxado, o comerciante resolveu dedicar o tempo livre à paquera. Depois de flertar Tatiana (ele já havia tentado algo com Juliana na primeira semana), decidiu investir em Pink, sua parceira de brincadeiras. Tudo começou com um selinho no hidrospa, retribuído com um tapinha carinhoso da pernambucana. Durante a festa Soltando os bichos, ele conseguiu beijar para valer a amiga, graças a um empurrãozinho dos cupidos Jean e Grazielli. Mas Pink se apaixonou, começou a cobrar atenção, e os dois passaram a discutir mais do que namorar. Sammy ainda mostrou empolgação para dar em cima de Karla, mas não conseguiu mais do que alguns selinhos roubados.

Na oitava semana, Sammy conquistou pela primeira vez o posto de anjo. Sorteou como presente uma caixa com lembranças de amigos e da família. Recebeu, entre outras coisas, uma correntinha, fotografias, cartões e uma medalhinha de Nossa Senhora de Fátima. Na hora de escolher quem iria imunizar, mostrou que apesar de não querer compromisso, tinha carinho pela amiga Pink. Na décima semana, antes da semifinal, voltou a ser anjo. No momento de dar a imunidade para um companheiro, ficou sabendo pelo apresentador Pedro Bial que era ele o imune.

Sammy garantiu uma vaga entre os três finalistas ao vencer novamente a prova do líder. Indicou Alan, que indicou Jean (de acordo com as regras da final, o último esterelizado pelo líder poderia escolher com quem iria para o paredão).


OS DERROTADOS

Juliana

Tinha mania de perseguição. Mal entrou na casa, achou que os outros BBs a estavam criticando a todo momento. Com isso, criou inimizades, saias justas e climas desagradáveis. Não resistiu muito. Foi emparedada pela líder Natália e eliminada por Jean por menos de um ponto percentual de diferença, recorde no programa. Saiu na primeira semana, com seu cabelo vermelho, tatuagens e piercings.

Juliana cometeu dois erros: criar climas desnecessários entre os jogadores e aceitar a proposta indecente dos Gigantes. Ajudou a emparedar Jean e se viu frente a frente com o futuro campeão do Big Brother Brasil. Mas saiu feliz.

“Eu tinha uma certa rejeição por mim mesma, achava que as pessoas não gostavam de mim, sempre foi assim. Aprendi que posso conquistar as pessoas do jeito que eu sou”, disse, já do lado de fora da casa. Seus maiores companheiros foram Paulo André, Tatiana Rio e Karla.


Marielza

Ela entrou no BBB 5 com um jeitão polêmico, sem papas na língua, e, ao botar os pés dentro da casa, já fez história, por ser a participante mais velha de todas as edições do reality show até hoje. Dona-de-casa de Duque de Caxias, Marielza, de 46 anos, teve uma trajetória meteórica no programa, onde entrou por sorteio, na promoção “Quero ser um Big Brother”, junto com o padeiro Marcos. No entanto, em vez de brigar pelo prêmio de R$ 1 milhão, a fluminense acabou deixando o jogo antes da hora após 13 dias de confinamento. Ela sofreu um acidente vascular cerebral (AVC) isquêmico e teve que ser substituída pela carioca Aline.

Ao entrar na casa, a dona-de-casa sonhava com o dinheiro para dar uma educação de qualidade para seus dois filhos, Vítor, de 14 anos, e Carol, de 18. Marielza conseguiu uma importante vitória logo em seu primeiro dia na casa. No primeiro Big Boss do BBB 5, o público a escolheu para ter imunidade. Com 54% dos votos, a dona-de-casa venceu a disputa com o padeiro Marcos. Com a certeza de mais uma semana na casa, Marielza começou a se soltar, mas sua língua ferina chegou a irritar alguns dos participantes, como Alan, Rogério, Giulliano e Natália.

Numa noite de sábado, no 13º dia de programa, Marielza estava no hidrospa com Jean e Grazielli e, ao sair da banheira, sofreu um desmaio. O participante Rogério, que é médico, foi chamado e acalmou os brothers.

Mas Marielza acabou saindo da casa. Ficou internada num hospital do Rio de Janeiro, onde chegou com pressão arterial elevada, dor de cabeça e fraqueza do lado esquerdo do corpo. Foi diagnosticado um acidente vascular cerebral (AVC) isquêmico. Ela ficou por quatro dias no centro de terapia intensiva (CTI), antes de ter alta e ser transferida para um quarto. Logo depois de sua saída da casa para o hospital, como não tinha previsão de alta, a dona-de-casa foi substituída. Era o fim do sonho milionário.


Marcos

Discreto e silencioso, Marcos teve uma passagem quase imperceptível pelo BBB 5. O padeiro de 26 anos sempre se considerou um sortudo só de estar participando do programa. E foi mesmo: com apenas uma ligação, foi sorteado na promoção “Quero ser um big brother” e entrou na casa junto com Marielza.

Mas no BBB não basta sorte. Participante tem que participar. Assim que Marcos e Marielza entraram na casa (três dias depois dos outros 12 participantes), os dois já foram submetidos a uma paredinha: através do Big Boss, o público decidiu que Marielza deveria ficar imune ao primeiro paredão. Como prêmio de consolação, o padeiro e mais seis BBs ganharam uma festa Vip. Dois dias depois, Marcos ganhou outra festa: comemorou seus 26 anos dentro da casa.

Os melhores momentos de Marcos foram quando ele preparou bolo e pães para os participantes e quando declarou no confessionário: “Todos estão brincando, mas o jogo já começou”.

Fiel à namorada, Marcos não atacou nenhuma das garotas da casa. Preferia gastar o tempo batendo bola com Giulliano. Eleito anjo na segunda semana, ele imunizou o goleiro. E foi emparedado por Sammy, líder da semana, disputando a permanência na casa com Jean. Ao saber que estava fora do jogo com 61% dos votos, Marcos chorou e lamentou: “O Brasil ainda não me conhece”. Mas tirou uma lição positiva do BBB: “Aprendi a aceitar as pessoas”.


Giulliano

Foi só bola na rede. Do próprio gol. O goleiro da casa, Giulliano Ciarelli, não conseguiu nem Natália, nem o prêmio de R$ 1 milhão. Como prêmio de consolação, levou para casa um carro zero quilômetro, conquistado no primeiro dia de programa.

Na segunda semana, ele ganhou a imunidade do anjo, Marcos. Dois dias depois, Marcos foi eliminado e Giu ficou arrependido por não ter correpondido à altura a amizade que o padeiro tinha por ele. Além de ter dado em cima de Natália ostensivamente, Giulliano tentou a sorte com Grazielli, Tatiana e Juliana. Em vão.

Integrante dos Gigantes, ele fez uma proposta indecente a Grazielli quando esta chegou à liderança: “Vamos unir o útil ao agradável?”, perguntou, insinuando que os dois formassem um casal para permanecer mais tempo na casa. Depois de pagar 150 estalecas por uma carta enviada pelos pais, Giulliano percebeu que participar dos complôs articulados por Rogério não era lá uma decisão muito inteligente. O goleiro se arrependeu e, aos prantos, pediu desculpas a Jean, principal alvo das tramóias.

A mudança, no entanto, veio aos 45 do segundo tempo e não convenceu. O público não se comoveu com a choradeira e, na terceira semana, numa disputa de paredão contra Pink, o jogador foi eliminado com o recorde de rejeição do Big Brother até então: 87% dos votos queriam o goleiro fora da casa.


Rogério

Rogério entrou na casa do Big Brother preparado para uma guerra. O médico e militar tentou fazer da casa do BBB 5 um quartel general. Com os recrutas Paulo André, Alan e Giulliano, formou uma tropa de choque – apelidada de Gigantes – que, logo na primeira semana, abriu fogo contra Jean, mandando o baiano para o paredão.

Mas Jean derrotou Juliana e voltou mais forte. Pronto. Começava aí a batalha mais acirrada da história do Big Brother Brasil, marcada por quebra de recordes de votos em paredão, cenas dramáticas e índices de rejeição nunca vistos antes no reality show. De um lado, os três gigantes, eventualmente reforçados por Tatiana, Karla, Natália e Aline. De outro, Jean, Pink e Grazielli.

A batalha pegou fogo a partir da segunda semana. Rogério novamente convenceu seus companheiros a emparedarem Jean. Mas o baiano venceu novamente, eliminando Marcos. Na semana seguinte, os gigantes mudaram de estratégia e resolveram atacar Pink. Emparedada com Giulliano, a pernambucana estabeleceu um novo recorde em paredão: eliminou o goleiro com 87% dos votos. Rogério, que havia ganhado a imunidade do anjo PA, viu a sua batata começar a esquentar.

Na quarta semana, ela assou de vez. Indicado pelo líder Jean, Rogério foi eliminado por Sammy com 92% dos votos, novo recorde no programa. O mais irônico é que Sammy chegou ao paredão exatamente por causa de mais um complô da tropa. Ao deixar a casa, o médico de ética duvidosa ainda soltou uma frase de efeito de mau gosto: “A cada dia que passo com os homens, mais eu amo os meus cachorros”.


Paulo André

Paulo “Só não vale matar e roubar.” Este lema, uma resposta dada por Paulo André a Pedro Bial quando o apresentador perguntou ao paulista até que ponto ele iria para ganhar o prêmio de R$ 1 milhão, foi levado por PA ao pé da letra. Enquanto esteve na casa, PA aliou-se a Rogério, Giuliano e Alan e, posteriormente, às gigantes de saias (Juliana, Tatitana, Aline e Karla) e participou de complôs na tentativa de eliminar Jean e Pink. Como todos os gigantes que conspiraram contra o professor baiano, o consultor de informática voltou para casa de mãos abanando: foi eliminado por Aline, com 72% dos votos.

O paulista de Guarulhos até se mostrou um ser humano animado e um bom dançarino. Mas, no lugar de se divertir e fazer amizade com os outros BBs, PA preferiu se dedicar obsessivamente ao jogo. Sempre colado em Rogério, passou seus 37 dias de Big Brother confabulando pelos cantos da casa. Ao ser eliminado, PA disse em entrevista coletiva que faria tudo de novo: “Eu sou assim mesmo. Não fiquei fazendo história nem média com ninguém. Foi isso que valeu, e eu faria tudo de novo se tivesse continuado na casa”. “Se o público não tivesse como nos ver, a gente teria ganhado o prêmio”, diz, usando um raciocínio um tanto estranho para quem sabia que estava sendo filmado 24 horas por dia.

A polêmica entre os Gigantes e a turma de Pink e Jean aumentou após o Big Boss do dia 27 de janeiro, quando os participantes tiveram que ficar acorrentados em duplas. Depois de um sorteio, PA acabou grudado em Pink e, mesmo assim, conseguiu combinar os votos com os integrantes da Tropa de Choque através de gestos. Como se não bastasse, passava o tempo a reclamar da cabeleireira que não parava quieta um instante, obrigando o paulista a passear pela casa. A pernambucana teve que passar pelo paredão e, para a tristeza do paulista, voltou para o jogo e não mais dirigiu a palavra ao inimigo a não ser para insultá-lo.

Paulo André foi indicado na quinta semana pela então líder, Pink. A pernambucana, que havia sido vítima de um complô dos gigantes, comeu, finalmente, o prato frio da vingança. PA, que continuava a participar de complôs mesmo sabendo que seus companheiros de maquiavelismo Rogério e Giuliano foram devidamente fuzilados pelo público, esperava receber a imunidade do anjo da semana, Alan. Mas o mineiro, que havia se juntado aos gigantes nas primeiras semanas, mudara de lado e decidiu dar o colar a Natália. Abandonado, o último gigante caiu.


Natália

No Big Brother Brasil, beleza não põe mesa. Assim que entrou na casa, Natália era uma das líderes do ranking de popularidade daqui do site oficial do programa. Os internautas certamente foram fisgados pela beleza da morena cearense, a “Iracema” do século XXI. Para coroar o que parecia ser uma trajetória de sucesso, Natália venceu a primeira prova do líder. Imune, a VJ indicou outra participante popular, a estudante baiana Juliana, que acabaria sendo eliminada por Jean no paredão mais disputado da história do Big Brother Brasil (50,49% a 49,51%). Daí em diante, Natália só fez descer a ladeira.

Ao longo do programa, Natália mostrou ser boa de drible. Passou boa parte do tempo em que ficou na casa se esquivando das investidas do paulista Giulliano. O goleiro tentou agarrar a modelo, mas viu a bola morrer mansa na sua rede em todas as saídas de gol. Comprometida, Natália manteve a linha até a noite em que rolou a festa dos Inacreditáveis. Durante o balaco, os BBs improvisaram uma brincadeira de salada-mista e a Iracema distribui beijos a rodo nos homens da casa. Mais tarde, ao sair da casa e dar de cara com o namorado, ela iria se arrepender do que fizera.

A eliminação de Natália começou a se materializar quando a cearense decidiu se juntar a Aline, Tati Rio e Karla numa espécie de versão feminina dos Gigantes. Até então em cima do muro, ela decidiu abrir fogo contra o grupo de Jean, Pink e Grazielli e acabou queimada. As quatro gigantes de saias tentaram armar um paredão entre Jean e Pink. Tati, a líder da sexta semana, indicou o baiando para sair da casa. As outras três, contando com o voto de Alan, pretendiam indicar a cabeleireira rosada. Mas Alan roeu a corda e optou por um voto nulo, em Sammy. Resultado: Natália foi emparedada pelos participantes e saiu da casa na sexta semana, com 88% dos votos.

Mas, antes de sair, Natália se viu envolvida num barraco com Jean e Pink. Os dois acusaram a cearense de ter confabulado para bota-los no paredão. Natália chorou, disse que jogar não é pecado e rompeu com Pink e Jean.

Natália foi a primeira, dentre todos os BBs, a sair da casa depois de ser indicada pelos participantes. Antes dela, somente os escolhidos pelo líder haviam saído.


Tatiana

Carioca da gema, quis ser malandra na casa do Big Brother Brasil. Durante um tempo, a tática deu certo, mas quando ela decidiu tomar a frente do acéfalo grupo dos Gigantes, Tati apressou sua saída da casa. Logo na primeira semana, ela aliou-se a Rogério, PA, Giulliano e Alan. Tati Rio não teve medo de armar paredões e fazer intrigas, assim como também não se preocupou com as câmeras ao fingir-se de vítima a cada nova liderança. “Serei eu a próxima indicada”, não cansava de repetir. Com esta tática, conseguiu manter-se incólume até o sétimo paredão. Antes disso, recebeu apenas um voto. Justamente da amiga Natália, na quinta semana, quando a cearense começou a desconfiar das boas intenções da loura.

Ela foi uma importante recruta para a tropa dos Gigantes. Arrebanhou Juliana, Karla, Aline e depois Natália, fazendo o grupo ficar forte. Mas não indestrutível. Um a um, os gigantes foram eliminados, começando pela ala masculina. Com a saída de Rogério e depois de PA, Tatiana passou a exercer liderança sobre as meninas conspiradoras. Ao conquistar o posto de rainha da casa na sexta semana, fez cálculos, especulou votos e se preparou para formar o paredão tão sonhado pelos Gigantes: Jean x Pink. Não foi daquela vez. Mesmo tendo indicado Jean, com a desculpa esfarrapada de que o professor a excluía, Alan roeu a corda, não votou em Pink como combinado, e Tati viu seus planos naufragarem. A aliada Natália foi eliminada, e a loura ficou ainda mais vulnerável no jogo.

Semana após semana, a promotora de eventos só tinha três opções votos: Jean, Pink e Grazielli. Nunca votou em nenhum outro participante. E foi na sétima semana que deu adeus à disputa pelo prêmio inédito de R$ 1 milhão. Revoltada com a justificativa de Tatiana para indicar Jean na semana anterior, Grazielli, líder, emparedou a moça. Aline foi escolhida pelos participantes, e as duas amigas se enfrentaram no maior chororô. Aline venceu.

Pressentindo que seria eliminada, a carioca fez as malas, organizou suas coisas na casa e iniciou uma peregrinação em busca do perdão dos desafetos que conquistou entre os participantes. Explicou-se e recebeu o carinho de Jean. Pediu desculpas a Pink, mas a cabeleireira não foi tão condescendente quanto o professor e confirmou que não era amiga de Tatiana.


Aline

Suplente da dona de casa fluminense Marielza, a estudante carioca Aline Cristina, de 19 anos, entrou no BBB com uma enorme vantagem sobre os concorrentes: havia assistido a quase duas semanas de programa, e sabia da impopularidade dos Gigantes e dos complôs que já assolavam a casa. Foi recebida com desconfiança pela Tropa de Choque. Tati e Karla chegaram a escolher a mãe de Vitor Hugo, de 3 anos, para um eventual duelo no paredão, e Rogério lhe deu um ultimato: “Ou vem para cá ou vai para lá”. Ela foi pra cá, isto é, para o lado dos Gigantes.

E não voltou mais: fechou o voto com a Tropa e aproveitou seu trânsito livre pela casa para atuar como espiã dos Gigantes, patrulhando as conversas dos demais BBs. À medida que se aproximava de Tatiana e Karla, a “Madame X-9” ia conquistando a fama de linguaruda entre Pink, Jean, Grazelli e Sammy. O tempo fechou durante a maratona de dança, quando a cabeleireira reclamou que Aline não estava ajudando a dar água aos colegas. Evangélica, casada e recatada, a estudante demorou a se soltar nas festas. O jeitão marrento com os homens da casa lhe rendeu o carinhoso apelido de Pitcão.

Entrar na panela acabou sendo um péssimo negócio para a estudante. Com o declínio da Tropa de Choque, ela se tornaria figurinha fácil no paredão, sempre indicada pelo voto do grupo. Na quinta eliminação, logo após a saída de Rogério, enfrentou e venceu PA.

Na semana seguinte, livrou-se de uma nova indicação ao ganhar a imunidade do anjo Natália. Na sétima semana, quanto conquistou o colar do anjo, ficou dividida entre livrar Karla ou Tatiana, e acabou imunizando Alan. Voltou ao paredão para vencer Tati e, na oitava semana, foi escalada para o primeiro confronto com um dos Defensores, a miss Grazielli. Foi um chocolate: Aline acabou eliminada com percentual de rejeição recorde, 95% dos votos, batendo a marca de Rogério, eliminado com 92% dos votos.


Karla

O erro de Karla foi passar da defesa para o ataque. Enquanto era uma jogadora neutra, vivia em paz na casa. Bastou que ela se aliasse aos Gigantes para enveredar por uma sucessão de erros de estratégia que a levaram à eliminação. A dançarina pernambucana aproximou-se dos Gigantes por autodefesa de uma situação hipotética: na terceira semana de programa Karla começou a achar que poderia ser indicada pela líder Grazielli. Ficou amiga de Tatiana e Paulo André. Desenvolveu uma paixonite por Rogério e passou a conhecer as táticas da Tropa de Choque. A pedido de Giulliano, emparedado por Grazi, foi na onda dos recrutas e não poupou do paredão a conterrânea Pink. Foi a estréia de Karla no complô.

Quando começou a perceber que os Gigantes não faziam sucesso com o público, a dançarina tentou se afastar do grupo e voltar a ser uma jogadora neutra. Chegou a pedir desculpas a Pink, Grazi e Sammy, mas participou de um novo complô quando os Gigantes originais já haviam sido eliminados. Junto com Tatiana, Aline e Alan formou uma ala feminina da Tropa de Choque.

Apesar das manobras mal-sucedidas, Karla tinha fibra. Ela foi a última mulher a desistir da maratona de dança, depois de 17 horas dançando no jardim. Em outra prova de resistência, que decidiria a liderança, foi a penúltima a abandonar o barco. Perdeu para Grazielli.

Na oitava semana de programa, tornou-se líder e finalmente conseguiu emparedar Grazielli. Paradoxalmente, justificou sua escolha elogiando a rival (as duas disputavam as atenções de Alan): “Em vez de julgar, vou exaltar. Hoje, vejo qualidades nessa pessoa. Apesar de a nossa afinidade não ser a melhor, consegui ver que ela é muito bonita por dentro e por fora”.

Por fora, Karla crescia. Comia muito e malhava pouco. Deixou o programa alguns quilos acima do peso com que entrara. Bigadeiro, batata-frita e outras guloseimas foram a perdição da menina. Nem as horas gastas dançando – Karla gostava de criar coreografias; inventou uma para a canção-tema do programa – fizeram a pernambucana queimar as calorias a mais adquiridas.

Karla foi eliminada com 76% dos votos. Durante mais de 60 dias de programa e oito paredões, a dançarina recebeu apenas três votos.


Pink

Com Pink, não há sutilezas, não há meio termo. É tudo preto no rosa. A pernambucana desperta amores e ódios em proporções industriais e sua passagem pelo BBB 5 foi marcada por esses extremos. Logo na primeira semana, ela entrou na mira da Tropa de Choque e foi arrastada pela tensão do paredão até a terceira, quando eliminou o integrante do grupo Giulliano, recebendo apenas 13% dos votos de rejeição, um recorde até então no Big Brother Brasil. Mas, se por um lado era odiada pelos Gigantes, por outro era amada por Jean e Sammy, seus dois grandes amigos na casa.

Pink tornou-se a cozinheira oficial, ganhando elogios até de seus opositores, como Tati Rio, Rogério e Paulo André, o seu maior desafeto dentro da casa. Ela também ajudou a dar uma melhorada nos modelitos de Aline e a limpar a pele de Paulo André e Alan. E a cabeleireira ainda encontrou tempo para dar um trato nos cabelos de Grazielli, Tatiana, Sammy e Jean.

Na quinta semana, Pink venceu a prova do líder e indicou Paulo André ao paredão. Sua investida deu certo, e o rapaz foi eliminado da competição, depois de receber um aviso da pernambucana: “Com a saída do Gê, a casa respira outros ares. Até você está diferente”.

Pink também viveu um romance com Sammy durante o reality show. Mas a pernambucana queria mais atenção do paulista, e a porca torceu o rabo. Os dois se desentenderam e o romance terminou.

Mas a grande paixão de Tatiane Pink no BBB 5 foi com Jean. O professor chegou até a pedir a mão da amiga em casamento. “Esse casamento que você quer é muito moderno para mim”, respondeu ela, quando o Jean, assumidamente homossexual, avisou que apenas o seu corpo não seria totalmente dela. Numa entrevista coletiva depois da sua saída, disse que só lamentava ter brigado com Jean.

Pink foi eliminada na décima semana numa disputa justamente com o baiano, que ela ajudara a mandar para o paredão. Ela recebeu 64% dos votos.


Alan

Foi mudando de lado que Alan surpreendeu e terminou entre os quatro últimos participantes do Big Brother Brasil 5. Com seu jeito tranqüilão e sempre ouvindo mais do que falando, o mineirinho conseguiu conquistar aos poucos a simpatia de participantes de grupos rivais durante o longo confinamento.

Tudo levava a crer que Alan seria eliminado logo nas primeiras semanas, já que ele se aliara de cara a Rogério, PA e Giulliano, o núcleo dos Gigantes. A estratégia do quarteto se mostrou um verdadeiro fracasso. A medida que iam combinando votos e pressionando os demais participantes, os integrantes do grupo eram eliminados um a um pelo público implacável e sempre batendo recordes de rejeição. Porém, o mineiro, mais na dele e com alguma dose de sorte, foi ficando na casa e escapando dos paredões.

Alan, que parecia ser uma pessoa fria, experimentou uma série de emoções durante o confinamento. Logo nos primeiros dias, comprou com suas estalecas o direito de conhecer a praia, onde pôde ver o mar de perto pela primeira vez na vida. O mineiro provou que é pé quente: ganhou um carro, conseguiu ser o anjo em duas ocasiões, ganhou o posto de líder num momento decisivo e conquistou o coração de uma miss.

Mas as coisas não poderiam ser tão fáceis. Seu namoro com Grazi deu o que falar tanto na casa quanto fora. Reeditando a história de Romeu e Julieta no BBB, os dois pombinhos pertenciam a grupos rivais na casa. De um lado, as viúvas dos Gigantes Gê, PA e Giulliano desaprovavam o namorico. Do outro, Pink condenou a aproximação da amiga Grazi com um ex-gigante.

O mineirinho teve que enfrentar o ciúmes de todos os lados. Grazi não gostava nem um pouco da aproximação de Alan com a dançarina Karla, a quem derrotou no nono paredão.

Na décima semana conquistou a liderança e, para salvar sua namorada, emparedou Jean e Pink. Na semana seguinte, chegaria ao fim a permanência de Alan na casa. Depois de perder a liderança para Sammy, o mineiro teve uma parada dura pela frente: enfrentar seu amigo Jean, o campeão de paredões.

Com 76% dos votos, deu adeus à disputa pelo tão sonhado prêmio de R$ 1 milhão logo na reta final. “O eliminado de hoje conquistou nossos corações e foi se revelando um sujeito adorável”, disse o apresentador Pedro Bial, ao anunciar o resultado do paredão. “Foi tudo lindo. Conheci pessoas fantásticas, é uma coisa que vou levar para o resto da minha vida”, disse Alan, emocionado, ao sair da casa.

PAI TRAVESTIDO
Uma surpresa no mínimo simpática aconteceu durante o paredão do Big Brother Brasil 5 desta terça-feira, 8/3, que eliminou Aline com 95% dos votos, novo recorde de rejeição.

Grazielli começou a rir quando viu seu pai, Gilmar (foto), vestido de miss, ostentando uma peruca loura, bolsa vermelha e com um vestido da própria filha. A modelo já tinha comentado com os outros participantes do programa que seu pai gostava de se fantasiar assim no Carnaval. Já o tio de Grazi, Rubens, foi vestido de Pink em homenagem à cabeleireira, Tatiane Pink.

"Grazi, você viu que o seu tio Rubens também está travestido? Ele veio de Pink. Agora a gente entende por que você é uma figura", comentou o apresentador Pedro Bial.

"Você viu que ele não se emociona, né? Eu tenho que aprender com ele", brincou Grazi.

A miss continua na disputa pelo prêmio de R$1 milhão de reais, juntamente com Jean, Pink, Karla, Sammy e Alan.

PERGUNTA QUE NÃO QUER CALAR: Seu pai faria o mesmo por você?

DISCUTINDO RELAÇÃO
- Vai, enfia!
- Tô tentando.
- Como assim tá tentando?
- É que não tá bem duro.
- Não tá bem duro? Vinte anos me enchendo o saco, pedindo: "Deixa eu meter no teu cu" e quando eu deixo você me diz que não tá bem duro?
- Acho que foi a emoção. Deixa eu tentar de novo.
- Então, vem, mete tudo!
- Eu tô quase conseguindo. Abre um pouquinho.
- Abrir o quê?
- O cuzinho.
- Mas você sempre disse que queria botar no cu porque era mais apertado e agora me pede pra abrir?
- Como é que eu vou abrir o meu cu?
- Relaxando, porra!
- Eu tô relaxada até demais. Você é que tá nervoso com a sua meia bomba.
- O que é isso? Onde você aprendeu a falar assim?
- Falar o quê? Meia bomba? Todo mundo fala meia bomba!
- Não a minha esposa. Isso é coisa de mulher que tem amante.
- Pois fique sabendo que eu já falava meia bomba muito antes de ter um amante.
- O quê? Você tem um amante?
- É isso aí. Tá mais do que na hora de botar as cartas na mesa. Nosso casamento já era.
- Você enlouqueceu? Que papo é esse de uma hora pra outra?
- De uma hora pra outra, nada! A gente sabe que o nosso casamento é um defunto que esqueceu de cair. Nossa filha já tem dezoito anos e eu vou embora com ela.
- Não vai embora porra nenhuma. Primeiro vai me explicar: que história é essa de amante? Há quanto tempo você tem um amante?
- Dois meses.
- É o primeiro?
- É.
- Você deu o cu pra ele?
- Dei.
- Ah! Então é por isso que depois de vinte anos você resolveu liberar pra mim?
- É! É isso! Agora com licença que eu vou me mandar.
- Espera! Isso não pode acabar assim.
- Pode e vai. O nosso casamento já era.
- Não. Eu tô falando do seu cu.
- O que tem o meu cu?
- Eu quero comer. Depois de vinte anos eu tenho direito.
- De que jeito você vai comer o meu cu? Você tá broxa.
- Broxa, não, hein!? Sou corno, mas não sou broxa!
- Você? Corno? Corno que corneia não é corno.
- Quem disse que eu te corneio?
- Cinismo numa hora dessas? Já não bastam os vinte anos de hipocrisia que passamos nesse quarto?
- Tudo bem. Eu admito. Eu arrumei uma amante nos últimos meses.
- Nos últimos meses? Você tem um caso com essa mulher há anos. Eu sei, nossa filha sabe, o namorado da nossa filha sabe, todo mundo sabe.
- Ah! E eu sou sempre o último a saber o que vocês sabem!
- Essa é boa! Você é a vítima agora. Pelo menos ela te dava o cu?
- Não.
- Puta, mas tu é azarado, hein?
- Ah, é? Então fica de quatro que eu vou te mostrar o azarado.
- Pronto! Tô de quatro. Vem logo.
- Com terrorismo não vai dar. Você bem que podia gemer um pouquinho.
- Ai, meu Deus! Tá bom, então. Fode o meu cuzinho. Vem, enfia essa pica grossa no meu rabo. Eu quero sentir esse caralhão me arregaçando. Vem!
- Você fala essas coisas pro seu amante?
- Escuta aqui! Come logo essa porra desse cu que eu preciso ir embora.
- Ah, é assim? Tá de encontro marcado com o amante?
- Vai querer ou não?
- Tá bom. Tá bom. É que tá seco. Você bem que podia dar uma chupadinha.
- Eu é que não vou chupar essa lombriga mole. Dá uma cuspida e vai logo.
- Olha, vamos combinar uma coisa. Você vai preparando as suas malas enquanto eu relaxo um pouquinho. Depois você volta aqui e a gente liqüida a fatura.
- Minhas malas já estão prontas.
- Porra! Me apunhalando pelas costas!
- Pobre vítima indefesa! Agora com licença que eu tenho que ir embora.
- Espera. A gente precisa discutir melhor a nossa relação.
- Não me faça rir.
- A gente tem muitas responsabilidades em comum.
- Por exemplo?
- Por exemplo a educação da nossa filha.
- Você nunca se preocupou com isso.
- Nunca é tarde pra começar. Ela já tá uma moça e tem um comportamento que me deixa cheio de dúvidas.
- Que dúvidas?
- Será que a nossa filha dá o cu pro namorado?
- Ah! Vá se foder! Tchau.

BIG BROTHER 5 - ÚLTIMAS NOTÍCIAS
08:19 - Big Brothers ainda continuam dormindo
08:20 - Grazi só de calcinha, ainda está desacordada sobre o gramado
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13:25 - Jean chora desesperadamente.
13:40 - Jean continua a chorar, agora acompanhado por Aline e Pink
13:50 - Aline e Pink se cansam de chorar e deixam Jean sozinho
14:00 - Aline e Pink acham corpo de Karla no quarto zen
14:01 - Pink vomita em Aline
14:30 - Jean desmaia ao ver sangue
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16:04 - Alan não resiste e estrupa corpo de Karla
16:29 - Grazi presencia cena e fica excitada
16:51 - Pink vomita em Grazi
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17:12 - Tati vai ao confessionario e masturba na poltrona
17:38 - Nuas, Grazi e Aline estão no ofurô se ensaboando
17:51 - Alan encontra óculos de Sammy na vagina de Tati
18:20 - Pink se afoga em próprio vômito na pia da cozinha e morre
18:21 - Jean assiste a cena e corta os pulsos
20:15 - Polícia invade a casa e encerra o programa.
22:00 - Pedro Bial é demitido.
22:01 - Boninho é demitido.
22:02 - "Gê" e "Pa", pelados e suados, assistem tudo pelo pay-per-view e sorriem.