OS PULGUENTOS MAIS FAMOSOS DO CINEMA

Cães: Primos mendigos dos Lobos. Criaturas pidonas, estúpidas e fedorentas. Condenadas à extinção na escala evolutiva de Darwin, só sobreviveram porque ganharam a proteção dos também estúpidos humanos. Mas rendem bons filmes. As duas espécies.

Marley

Começamos com o simpático labrador que mudou a vida da família Grogan; após o sucesso do livro, a história do “cãozinho da liquidação” chegou ao cinema e conquistou as platéias; além de divertida e emocionante, a maioria dos donos de cães se identificará em uma cena ou outra. Desobediente e encantador, Marley foi amado pela família até o fim, e não dá para chegar ao final do filme com os olhos enxutos.

Curiosidade: John Grogan adotou outro labrador após a morte de Marley, desta vez uma fêmea, e pediu ajuda ao ‘Encantador de cães’ Cesar Millan, que comentou que “se você tivesse me procurado quando tinha o Marley, não haveria livro”.

Lassie

Lassie é um nome artístico de diversos cães atores. O conto de Eric Knight, ‘Lassie Come Home’, foi publicado em 1940 e transformado no filme Lassie e a Força do Coração em 1943 (com Roddy McDowell e Elizabeth Taylor). O cão collie Pal interpretou Lassie neste e em mais seis filmes da MGM. O personagem apareceu em onze filmes, um programa de rádio (!) e uma série da TV americana.

Curiosidade: todos os cães que interpretaram Lassie eram machos, por causa da pelagem longa que aparecia melhor na tela, e por serem maiores, o que permitia que atores infantis contracenassem por mais tempo junto ao cão antes que um dos dois crescesse demais.

Bobby

Greyfriars Bobby era um cãozinho da raça Syke Terrier que ficou conhecido por não abandonar seu dono mesmo após a morte deste; o cão passou a dormir sobre o túmulo de John Gray durante 14 anos, até a própria morte em 1872. Esta história verdadeira que aconteceu em Edinburgo foi contada em livros e filmes, como a versão de 1961 dos estúdios Disney, Meu Leal Companheiro. Foi feita uma refilmagem em 2005, com Christopher Lee.

Fly

Babe, o porquinho atrapalhado, o filme adorável de 1995, conta a história do porquinho Babe, que conquista seu dono ao mostrar que ele é mais que um simples presunto em potencial, e pode conduzir as ovelhas como um cão pastor. Sua mãe adotiva, a cadela border collie, Fly, ensina seu filhote suíno a pastorear para escapar da ‘carnificina’ do Natal.

Sam

Robert Neville, o único sobrevivente de uma epidemia que matou ou tornou mutante toda a população da terra no filme Eu sou a lenda tem por companhia a cadela Sam, que o acompanha e defende, pondo em risco a própria vida. Esta refilmagem do clássico livro de Richard Matheson tem suas cenas mais emocionantes com a participação de Sam, interpretada pela cadela Abby. Will Smith encantou-se tanto com a pastora alemã durante as filmagens que quis comprá-la. Ofereceu até US$ 30 mil, mas o treinador não vendeu.

Huskies

O filme Resgate Abaixo de Zero, baseado numa história real, toca até os corações mais gelados. A equipe de cientistas de uma base americana na Antártida é forçada a abandonar o local às pressas devido a uma tempestade, e os oito cães huskies que puxavam o trenó da equipe (e salvaram a vida de dois cientistas) são deixados para trás para sobreviver sozinhos ao severo inverno polar. Você fica com o coração na mão, ao acompanhar a jornada dos cães pela própria sobrevivência e o esforço de seu treinador para voltar até lá e resgatá-los. Separe lenços de papel antes de colocar o filme no DVD, pois, as lágrimas são inevitáveis.

O trio de A Incrivel Jornada

Este filme (1998) é a refilmagem da versão de 1963, ambos da Disney e baseados no livro de Sheila Burnford. Dois cães (o jovem Chance e o velho Shadow) e uma gata (a esnobe Sassy) são deixados com um amigo da família que mora longe quando a família sai de férias. Pensando que foram abandonados, eles decidem partir para casa e tentar encontrá-los. Os animais atravessam a América enquanto a família, preocupada, procura por eles. As vozes dos animais são dubladas por estrelas como Michael J Fox (Chance), Sally Field (Sassy) e Don Ameche (Shadow).

Beethoven

Esta comédia de 1992 é uma opção divertida, apesar de às vezes exagerar no gênero pastelão. A família Newton vive tranquilamente até a chegada de um filhote fofinho que é logo adorado pelas crianças. A contragosto, o pai (George) aceita que o cãozinho fique. Mas Beethoven (que ‘escolheu’ o próprio nome) é um São Bernardo, e logo está enorme, peludo e baboso. Apesar de desastrado e bagunceiro, ele conquista e defende a família, e quando um veterinário malvado (!) quer levá-lo para uma experiência perigosa, sua única chance é ser salvo por George. Escrito por John Hughes, é uma boa diversão, mas não perca tempo com as continuações.

Balto

Foi um cão vira-lata, metade husky siberiano, metade lobo, conhecido por sua astúcia. Vivia na cidade de Nomme, no Alasca. Em 1925 houve uma epidemia de difteria em Nomme que se alastrou entre as crianças da cidade. Por causa das nevascas, que bloquearam todos os meios de comunicação, era impossível a chegada de medicamentos. A única solução para obter os remédios seria a utilização de um trenó puxado por uma matilha de cães liderado por Balto. A matilha percorreu 1600 quilômetros sozinha para chegar a Nenana e voltar com as antitoxinas.

Uma estátua de Balto foi erguida em Nova Iorque para homenagear todos os cães que participaram da corrida. Em 1995, a Universal Pictures lançou um filme de animação chamado Balto, inspirado nos acontecimentos reais de 1925. O filme ainda ganhou duas continuações (ficções): Balto 2: Uma Aventura na Terra do Gelo, e Balto 3: Nas Asas do Destino, e que saíram apenas em vídeo.


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