CIRQUE DU SOLEIL: VALE A PENA PAGAR ATÉ R$ 585 POR UM INGRESSO?

A única vez que assisti ao vivo, a um show do Cirque Du Soleil foi em 1986, em Los Angeles.

Era a estréia internacional de um circo "diferente". Um circo canadense.

LUIZ HENRIQUE DE CASTRO EM MALIBUEu tinha 21 anos na ocasião. Era a minha primeira grande viagem ao exterior. Um Luiz Henrique jovem, (magro... hehehehe..), inquieto e como quase todo pós-adolescente; duro. Eu pretendia conhecer o máximo dos EUA pelo menor custo possivel. Pagar US$ 200 por um ingresso de circo estava definitivamente fora do meu então dietético orçamento.

"Um circo canadense?" Os americanos torciam o nariz. Apesar da clássica aversão norte-americana aos canadenses, a crítica era só elogios e mimos. "Um circo inovador, diferente, emocionante", diziam. Minha curiosidade era grande, mas minha carteira, pequena. Então veio ao meu socorro, um grande amigo, que gentilmente me presenteou o ingresso.

Assistimos ao show. 2 horas depois, saimos com sorrisos amarelos e com a azeda sensação de uma pequena fortuna desperdiçada.

Eu não era na época, e tampouco sou hoje, expert em artes circenses. Mas o que vi foi uma série de números de trapézio, malabares, equilíbrio que os chineses fazem há mais de 5000 anos. Números que você assiste em qualquer circo "normal". A grande novidade do circo canadense é que os números eram (e são até hoje) embalados por uma boa trilha sonora e embrulhados em belos figuinos. Tudo isso misturado a números de dança e elaborados cenários.

O show foi bom? Foi sim. Não vou mentir. Se eu gostei? Gostei sim. Valeu os US$ 400 gastos por dois ingressos? Não. Com aquela grana poderíamos ter IDO ao Canadá, e não somente assistir a um show canadense...

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