O GOVERNO, OS POLÍTICOS E AS MENTIRAS REVELADAS

É difícil entender como uma pessoa que tinha todas as chances de passar para a história como um líder revolucionário que modificou a forma de pensar de seu povo, modernizou o seu país e arrancou das mais profundas trevas a vida política de sua nação; simplesmente abdica disso tudo – traindo grande parte dos que o apoiaram – se rendendo as mesmas trevas que jurou combater, apenas por uma questão de simples vaidade pessoal.

A atuação de nosso governo, na pessoa de seu presidente, nesses últimos dias; tem uma pesada dose de populismo, somado a muita mentira e a uma postura despreocupada em relação à ética e a moral (tanto própria quanto à daqueles que o cercam).

Ao infligir a lei eleitoral lançando-se em campanha clara e cristalina antes do prazo permitido; Lula mostra o desprezo que sente pela democracia e pelas leis que jurou defender como presidente do país. Sua revolta contra o presidente do PSDB, ao chamá-lo de “Babaca” em uma reunião oficial com o staff de governo é muito mais do que uma simples falta de educação. O ataque (independente de qualquer outro motivo ideológico) é fruto apenas da revolta que o presidente sente ao ser confrontado com a verdade e ser exposto ao mundo real ou retirado da redoma em que seus bajuladores o mantém.

Toda a celeuma deveu-se ao fato de que o presidente do PSDB acusou Dilma de mentir (mais uma vez) em relação ao PAC. Munido dos próprios números divulgados por fontes oficiais do governo (exatamente por isso longe da “manipulação” da VEJA, da Globo e dos “inimigos do Estado” de sempre); o presidente do partido de oposição provou que o PAC é mesmo um programa eleitoreiro e de fantasia. Afinal de contas, (e mais uma vez, segundo o próprio governo) apenas 10% de todas as obras foram concluídas com grande parte das verbas já gastas. Isso, é claro, devido ao superfaturamento e as inúmeras denúncias e indícios de corrupção que geraram embargos às obras pelo TCU.

 

PAC para inglês ver

 

O governo Lula sempre foi pautado pelo viés eleitoreiro de suas ações. Foi assim com o Bolsa Família que Lula sempre criticou veementemente como um programa de compra de votos, mas que depois abraçou e ampliou alegremente; foi assim com as casas populares, entregues às pressas e já sucumbiram às primeiras chuvas (veja aqui).

O pior e mais triste é a inércia e a brutal falta de liderança que toma conta do governo que, capitaneado por Lula, acha que pode continuar enganando a tudo e a todos por muito tempo. O desastre do Haiti revela mais uma faceta mentirosa de nosso presidente. Ao prometer verbas gordas e fartas para ajudar aquele povo sofrido (e que merece realmente ser ajudado) Lula esqueceu de revelar ao público de onde sairão essas verbas. Elas serão retiradas da ajuda que iria para as cidades brasileiras atingidas pela catástrofe das enchentes (veja aqui no artigo de 18/01/10 no fim da página linkada). Isso mesmo; visando “ficar bem na foto” para suas ambições de se tornar o presidente que ganhou um assento permanente no Conselho de Segurança da ONU, nosso presidente retira parte das verbas destinadas à reconstrução de nossas próprias cidades e do socorro ao nosso próprio povo e as envia para socorrer um país estrangeiro. Nem é preciso dizer que algumas das cidades atingidas pelas enchentes de 2008 ainda não receberam a verba prometida para sua reconstrução e para o socorro aos seus habitantes.

Mesmo o seu discurso nacionalista e que diz defender tanto as nossas estatais e o patrimônio do cidadão pode estar caindo por terra. Sem grande alarde, o Emir do Qatar veio ao Brasil e negocia diretamente com Lula a compra de parte da Petrobrás e do Banco do Brasil (não acredita? Veja aqui).

Esse verdadeiro festival de sandices, meias verdades, omissões e toda a sorte de artifícios criados para ludibriar o eleitor e grande parte da nação brasileira é um verdadeiro câncer estimulado pelos políticos de todos os partidos. Lula é apenas o “peão da vez”, o boneco que é manipulado e dirigido para que se ache “o grande homem”.

A bem da verdade, ele até poderia ter se tornado um “Grande Homem” e um líder revolucionário que teria inspirado gerações incontáveis de brasileiros. Mas, para isso, não poderia ter traído aqueles que o apoiaram e os objetivos que ele dizia lhe serem caros.

Ao optar pela omissão e por compactuar com tudo o que há de ruim e sórdido em nossa política, Lula abdicou do seu direito de ser “Alguém” e passou apenas a ser “mais um”. Infelizmente para nós, para o povo do Haiti e para as gerações futuras; ele preferiu ser apenas outro espertalhão em um mundo repleto de dor e de sofrimento.

Pense nisso.

Fonte: Visão Panorâmica


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